• Segunda-feira, 8 de junho de 2026

Com mais de 28 mil visitantes, festival em BH consagra novos queijos artesanais de Minas

Festival trouxe duas grandes novidades: o Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí e o Requeijão Moreno

O Festival do Queijo Artesanal de Minas encerrou sua edição de 2026 como um dos principais encontros dedicados à cultura queijeira no Brasil. Realizado no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, o evento reuniu 28.766 pessoas ao longo de três dias de programação, superando o público do ano anterior e reforçando o protagonismo do setor no cenário nacional.

O fluxo de visitantes foi intenso desde a abertura: na quinta-feira (4), o festival recebeu 12.143 pessoas; na sexta (5), foram 7.763 visitantes; e o sábado (6) fechou com chave de ouro, registrando mais 8.860 participantes.

Além dos números expressivos de público, a edição deste ano ficou marcada pela celebração da diversidade e pelos avanços legais na gastronomia do estado. O festival trouxe duas grandes novidades que atraíram a atenção dos paladares mais exigentes: o Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí e o Requeijão Moreno.

Singularidades do patrimônio gastronômico mineiro, ambos os produtos conquistaram recentemente a regulamentação oficial do Governo de Minas. A medida é um divisor de águas: permite a comercialização formal e garante a padronização e a segurança sanitária dos produtos, abrindo novas portas para os produtores dessas regiões.

Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o evento vai muito além da comercialização instantânea. "O Festival do Queijo Artesanal de Minas se consolida, a cada edição, como uma importante vitrine para os produtores mineiros. Mais do que celebrar uma tradição, o evento gera oportunidades, amplia mercados e fortalece um dos produtos mais emblemáticos da nossa identidade".

Um dos momentos mais aguardados da programação foi a tradicional votação popular. Após degustarem amostras de diferentes territórios, os visitantes elegeram o queijo da Região do Serro como o grande favorito desta edição. A Mantiqueira de Minas garantiu o segundo lugar, seguida de perto pelo Vale do Jequitinhonha, que conquistou a terceira colocação.

A força da regularização dos produtos foi exemplificada na história de José Alves dos Santos, produtor do Queijo Cabacinha da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma (Vale do Jequitinhonha). Participando do festival pelo segundo ano consecutivo, ele relata que a certificação conquistada por seu produto em 2025 transformou a realidade do negócio.

Com uma produção estabilizada em cerca de 200 litros de leite por dia, a fazenda expandiu as vendas para várias regiões do estado. "Antes eu não conseguia vender toda a minha produção. Com a certificação, a situação mudou. O festival abriu portas e nos permitiu participar de feiras e eventos que deram mais visibilidade ao nosso queijo", comemorou o produtor.

Ao longo dos três dias, o público pôde usufruir de harmonizações, aulas-show gastronômicas e palestras que aproximaram o consumidor do processo cultural e histórico por trás de cada pedaço de queijo.

Para o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, o balanço final da feira deixa uma mensagem clara de crescimento e robustez econômica. "Encerramos esta edição com resultados muito positivos e a certeza de que o queijo artesanal mineiro segue ganhando reconhecimento e valor. O festival mostra a força dos nossos produtores e a importância dessa cadeia para o desenvolvimento do estado".

Por: ITATIAIA

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