• Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

COI “implora” a ucraniano para competir sem o capacete com homenagens

Acessório do atleta retrata vítimas da invasão russa à Ucrânia

O Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu na quarta-feira (11) ao atleta de skeleton Vladyslav Heraskevych que compita sem seu capacete proibido, que exibe atletas ucranianos mortos desde a invasão da Rússia, para evitar uma possível desclassificação. No entanto, o atleta de 27 anos voltou a treinar na quarta-feira (11) com seu “capacete da lembrança”, que mostra 24 imagens de compatriotas mortos, e indicou que o usaria na corrida de quinta-feira (12). Questionado após o treino se seria o capacete ou nada, Heraskevych, que tem uma chance remota de terminar no pódio, disse aos repórteres: “sim”. “Neste momento, eu diria que uma medalha não tem valor em comparação com a vida das pessoas e, acredito, também em comparação com a memória desses atletas”, disse ele, afirmando posteriormente à Reuters que sua rebeldia permanecia inalterada, apesar do apelo do COI. O órgão olímpico global proibiu o capacete na terça-feira (10) para qualquer competição, alegando que viola as regras sobre declarações políticas. Isso provocou a ira dos políticos ucranianos. Os atletas podem se expressar livremente em coletivas de imprensa, mídias sociais e entrevistas durante os Jogos, mas não podem fazer declarações políticas no campo de jogo ou nos pódios, de acordo com a Regra 50.2 da Carta Olímpica. O COI sugeriu que Heraskevych use uma braçadeira preta em vez do capacete. “Nós imploramos a ele: ‘queremos que você compita... Nós realmente queremos que ele tenha seu momento’”, disse o porta-voz do COI, Mark Adams, em uma coletiva de imprensa. “Entraremos em contato com o atleta hoje e reiteraremos as muitas oportunidades que ele tem para expressar sua dor. Queremos que ele expresse sua dor.” * É proibida a reprodução deste conteúdo.   Relacionadas
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Por: Redação

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