Revelado pelo Atlético e atualmente destaque do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, Alisson relembrou um momento marcante e doloroso da época em que defendeu o Galo. Em 2024, poucos meses antes de deixar o clube, o atacante integrou o elenco que perdeu as finais da Copa do Brasil e da Copa Libertadores na mesma temporada.
Pela competição nacional, o Atlético chegou à decisão para enfrentar o Flamengo. No primeiro jogo, disputado no Maracanã, a equipe mineira foi derrotada por 3 a 1. Alisson entrou no segundo tempo e teve boa participação, embora não tenha conseguido ajudar o time a reduzir a desvantagem. Na partida de volta, o Galo voltou a ser superado, desta vez por 1 a 0, na Arena MRV.
Exatos 20 dias depois, o Atlético disputou mais uma final. Dessa vez, o adversário foi o Botafogo, pela Copa Libertadores, em Buenos Aires. Mesmo com um jogador a mais durante praticamente toda a partida, o Galo não conseguiu aproveitar a vantagem numérica e acabou derrotado por 3 a 1. Alisson, por sua vez, sequer foi acionado pelo técnico Gabriel Milito.
Ao relembrar os dois confrontos, o atacante do Shakhtar afirmou que o Atlético acabou pecando nos detalhes em ambas as decisões. Sobre a final da Libertadores, Alisson revelou que chegou a imaginar uma vitória tranquila da equipe após a expulsão de Gregore, do Botafogo, aos 34 segundos de jogo.
"Eu fico igual aos torcedores. A gente fica se questionanado, detalhes. Uma final é definida no detalhe e a gente não está jogando contra qualquer time, era o Flamengo, um time top, e o Botafogo, que estava muito bem. Nos detalhes a gente acabou deixando o resultado passar. Ficamos muito chateados com isso. Estávamos acreditando muito que poderíamos ganhar o jogo. No jogo de ida da final da Copa do Brasil nós saímos com o gosto de 'dá para virar'. Estávamos todos, inclusive torcedores, no clima de virada. Estávamos muito confiantes. Mas futebol é isso."
"A confiança ficou lá em cima. Um a menos no começo do jogo. Eu achei que a gente iria golear os caras. Mas acabou acontecendo, não dá para explicar", detalhou Alisson.
Em 2025/26, sua primeira temporada completa pelo Shakhtar, Alisson quebrou o recorde da história do clube ao atingir oito participações diretas em gols pela equipe na Europa League, com três gols e cinco assistências em apenas cinco partidas.
Pela Conference League, Alisson fez dois gols contra o AZ Alkmaar no jogo de ida e um gol no jogo da volta, e foi destaque de uma campanha histórica do Shakhtar Donetsk na competição europeia, chegando até as semifinais.
Além disso, Alisson foi campeão do Campeonato Ucraniano em 2026, com um gol e três assistências na competição.
"Minha adaptação foi muito tranquila porque tem muitos brasileiros. Tem quase um time só de brasileiros. Isso foi muito bom. Muito jovem também, que facilita. Graças a Deus, os resultados apareceram. Consegui fazer uma temporada muito boa, evoluir bastante nos jogos da Europa. Estou muito feliz e aproveitando esse momento", declarou Alisson.
Alisson chegou ao Atlético em 2021, quando tinha 15 anos de idade, e foi formado nas categorias de base do clube. O atacante chamou atenção desde cedo e não demorou a subir para o profissional.
Pelo time principal do Atlético, ele marcou quatro gols e deu duas assistências em 43 jogos, além de conquistar o Campeonato Mineiro de 2024.
Também no início de 2025, Alisson foi campeão do Campeonato Sul-Americano com a Seleção Brasileira Sub-20.
Sua saída da Cidade do Galo foi polêmica. Em fevereiro, seu staff reclamou da postura do Atlético diante de uma proposta do Leicester. O clube mineiro, por sua vez, considerou os valores baixos e recusou a oferta.
Um mês depois, Alisson foi comprado pelo Shakhtar por 14 milhões de euros (R$ 87 milhões na cotação da época).





