Enquanto o agronegócio brasileiro celebra recordes no Produto Interno Bruto (PIB) e nas exportações, Minas Gerais consolida-se como protagonista ao provar que a ciência é sua maior aliada. Pela segunda vez consecutiva, o setor superou a mineração no estado — um feito histórico para a economia mineira. Segundo o secretário de Agricultura e Pecuária, Thales Fernandes, esse desempenho é sustentado por um 'tripé' de inovação que transformou a produtividade do Cerrado às montanhas.
Em entrevista à Itatiaia, Fernandes apontou que técnicas como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) foram divisores de águas. O uso inteligente do solo e a chegada de novas moléculas de defensivos, mais eficientes e menos agressivas, permitiram que o estado batesse recordes sucessivos.
"O melhoramento genético das plantas e animais e o uso da irrigação para produzir até três safras por ano, sem depender apenas das chuvas, nos deram essa condição de aumentar a produtividade como nunca vimos", explicou o secretário.
Para Thales Fernandes, a tecnologia por si só não gera riqueza se ficar restrita aos laboratórios. O grande diferencial mineiro está na atuação coordenada de instituições como a Embrapa, Epamig, Emater-MG e a Faemg Senar.
"A tecnologia sozinha não chega lá na ponta. Se não tivéssemos uma equipe para levar o conhecimento e fazer o produtor compreender como utilizar essas ferramentas corretamente, o resultado não viria", afirmou. Esse suporte técnico é o que permite que Minas seja, hoje, o maior polo de café e leite do país, além de líder em culturas como alho, morango e batata.
Atualmente, Minas Gerais ocupa a terceira posição entre as potências agropecuárias do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. Contudo, o tom do secretário é de confiança no avanço mineiro, impulsionado pela maior carteira agrícola do país no Banco do Brasil.
"São Paulo que se cuide", brincou Fernandes, ressaltando que a diversidade da produção mineira — que une desde grãos e pecuária forte (suínos, aves e peixes) até produtos de alto valor agregado, como queijos premiados, azeites e vinhos — é o que deve colocar o estado em um novo patamar nos próximos anos.
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