• Sábado, 28 de março de 2026

Cidade com menos de 25 mil habitantes movimenta R$ 1,2 bilhão no agro e entra para elite do Paraná

Mesmo com população reduzida, municípios do interior do Paraná impulsionam bilhões no campo, puxados por cadeias como frango, soja e pecuária, e reforçam a força do agro como motor da economia estadual.

Produção puxada por frango, soja e pecuária coloca pequenos municípios entre os mais ricos do campo e evidencia a força do interior no agronegócio paranaense. O agronegócio segue consolidado como um dos principais motores da economia do Paraná, sustentando bilhões em riqueza e garantindo protagonismo nacional ao estado. Mesmo em cidades de pequeno porte, a força do campo impressiona: municípios com menos de 25 mil habitantes já ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão em Valor Bruto da Produção (VBP), mostrando que produtividade, tecnologia e organização das cadeias produtivas são fatores mais determinantes do que o tamanho populacional. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), o VBP agropecuário do Paraná atingiu cerca de R$ 188 bilhões em 2024, com perspectiva de ultrapassar R$ 200 bilhões nos próximos ciclos, impulsionado principalmente pela recuperação das safras e pela força da pecuária . Esse indicador representa tudo o que é gerado dentro da propriedade rural, antes da industrialização, sendo um termômetro direto da riqueza produzida no campo.
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  • Entre os exemplos que chamam atenção está Ubiratã, município com menos de 25 mil habitantes, que figura entre os maiores destaques do estado. A cidade ocupa posição de destaque no ranking estadual com cerca de R$ 1,2 bilhão em VBP, impulsionada principalmente pela avicultura de corte, uma das cadeias mais organizadas do Paraná. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Outros municípios da região de influência de Maringá também demonstram essa força:
  • Cianorte: cerca de R$ 1,2 bilhão, com forte presença da avicultura
  • Astorga: aproximadamente R$ 1 bilhão, também com base no frango de corte
  • Paranavaí: cerca de R$ 1 bilhão, com destaque para a citricultura (laranja)
  • Umuarama: próximo de R$ 1 bilhão, com foco na pecuária de corte
  • Esses dados reforçam uma tendência clara: o interior do Paraná concentra polos altamente produtivos, mesmo em municípios de médio e pequeno porte. O levantamento do Deral mostra que o estado já conta com mais de 30 municípios com VBP superior a R$ 1 bilhão, número que vem crescendo ao longo dos anos . O ranking é liderado por cidades com cadeias produtivas altamente estruturadas, como:
  • Toledo – cerca de R$ 4,7 bilhões (líder estadual, com forte presença de suínos)
  • Cascavel – R$ 3,6 bilhões (soja)
  • Castro – R$ 3,6 bilhões (leite bovino)
  • Toledo, inclusive, mantém a liderança há anos consecutivos, sustentado principalmente pela proteína animal e pela integração com cooperativas . Apesar da diversidade produtiva do Paraná — que inclui grãos, carnes, leite, frutas e florestas —, poucas atividades concentram a maior parte da renda. Entre elas:
  • soja
  • frango de corte
  • cana-de-açúcar
  • leite bovino
  • bovinos de corte
  • produção florestal
  • Essa concentração está diretamente ligada a fatores como infraestrutura, cooperativismo forte e acesso a mercados, além de condições naturais favoráveis como clima e solo. Enquanto a agricultura sofre mais com oscilações climáticas, a pecuária tem garantido crescimento mais consistente ao longo dos anos. Cadeias como:
  • frango
  • suínos
  • piscicultura (especialmente tilápia)
  • seguem em expansão e ampliando participação no VBP estadual. Em 2024, por exemplo, a pecuária respondeu por mais da metade da riqueza gerada no agro paranaense . Por outro lado, a produção de leite enfrenta desafios, principalmente ligados à rentabilidade e volatilidade de preços pagos ao produtor. Embora o município de Maringá tenha participação mais modesta no ranking estadual — com cerca de R$ 356,5 milhões em VBP, sendo 42% provenientes da soja —, sua região exerce papel estratégico. O Núcleo Regional de Maringá, que reúne 29 municípios, movimenta aproximadamente:
  • R$ 8,9 bilhões em produção agropecuária
  • 5% de todo o VBP do Paraná
  • Dentro da região, há uma clara divisão produtiva:
  • Sul: predominância da soja
  • Centro: forte presença da avicultura
  • Norte: destaque para a cana-de-açúcar
  • Essa diversificação garante resiliência econômica e equilíbrio produtivo. Enquanto a região de Maringá representa 5% do VBP estadual, o Oeste do Paraná se destaca ainda mais. O Núcleo Regional de Toledo, por exemplo, concentra:
  • R$ 21,9 bilhões em VBP
  • 12% de participação no total estadual
  • A região é fortemente baseada na produção animal, especialmente:
  • frango de corte
  • suínos
  • soja
  • Após perdas climáticas em anos anteriores, principalmente na soja, o cenário mudou. A recuperação da produção agrícola, aliada à valorização de produtos pecuários, deve impulsionar ainda mais o setor.
    Por: Redação

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