• Quarta-feira, 29 de abril de 2026

Chefe do Pentágono enfrentará julgamento por começar guerra no Irã

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, é esperado nesta quarta-feira (29) para questionamentos do parlamento

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enfrentará questionamentos rigorosos de parlamentares nesta quarta-feira (29) sobre o conflito no Irã, na primeira aparição perante o Congresso desde o início do conflito.

Oficialmente, a audiência de Hegseth perante o Comitê de Serviços Armados da Câmara diz respeito ao pedido do governo Trump para aumentar o orçamento de defesa dos EUA em 42%, elevando-o para US$ 1,5 trilhão até 2027.

Mas isso ocorre em um momento em que a guerra no Oriente Médio permanece sem solução e os efeitos econômicos são sentidos em todo o mundo.

Parlamentares tanto do Partido Republicano quanto do Partido Democrata já expressaram insatisfação com as informações sobre a guerra fornecidas pelo governo em reuniões fechadas.

Isso prepara o terreno para uma audiência pública bastante tensa, na qual o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, também deverá depor.

"Finalmente, o Secretário Hegseth comparecerá perante o Comitê de Serviços Armados da Câmara esta semana. É hora de ser responsabilizado por esta guerra autoiniciada", disse a deputada Maggie Goodlander, membro democrata do comitê, na emissora X, dos Estados Unidos.

Trump ainda não apresentou publicamente um plano para encerrar a guerra que iniciou com Israel em 28 de fevereiro, a qual levou o Irã a fechar o Estreito de Ormuz, fazendo com que os preços do petróleo disparassem.

Washington respondeu com um bloqueio aos portos iranianos e agora tem três porta-aviões posicionados no Oriente Médio, algo que não acontecia há mais de 20 anos.

O presidente estendeu indefinidamente o que começou como um cessar-fogo de duas semanas, mas as negociações ainda não renderam nenhum progresso.

Este mês, os democratas da Câmara apresentaram seis pedidos de impeachment contra Hegseth, embora não tenham chances reais de sucesso. Eles o acusam de "crimes graves e delitos menores", incluindo travar guerra contra o Irã sem a aprovação do Congresso.

Mais de uma dúzia de democratas também enviaram uma carta a Hegseth na semana passada exigindo uma "investigação formal e imediata" sobre as mortes de seis militares americanos no Kuwait em 1º de março, alegando que o chefe do Pentágono não protegeu as forças americanas e depois "enganou o público sobre as circunstâncias do ataque".

No total, 13 militares americanos morreram no conflito: seis em um ataque iraniano no Kuwait, um em outro ataque na Arábia Saudita e seis em um acidente de avião no Iraque. Outros 400 ficaram feridos.

*Com informações da AFP

(Sob supervisão de Alex Araújo)

Por: ITATIAIA

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