• Terça-feira, 14 de abril de 2026

Cedro prioriza o reuso de água e vira referência da mineração do futuro

Em meio à preocupação mundial com a escassez hídrica, empresa mineira investe em reaproveitamento, reduz a captação em fontes naturais e reforça um modelo de mineração mais seguro e comprometido com a preservação ambiental

A água sustenta a vida, move atividades essenciais e está no centro de uma das maiores preocupações do mundo atual. Em um cenário de pressão crescente sobre os recursos naturais, discutir o uso consciente da água deixou de ser uma pauta restrita a especialistas e passou a fazer parte do cotidiano de empresas, governos e da sociedade. Em setores produtivos de grande porte, essa mudança de postura se tornou ainda mais necessária.

Na mineração, esse debate ganha força porque o uso da água faz parte de várias etapas da operação. Embora a atividade represente menos de 1% do consumo nacional, os efeitos podem ser sentidos de forma mais intensa nas regiões onde as empresas estão instaladas. Por isso, reduzir a demanda por novas captações e ampliar o reaproveitamento vêm se tornando objetivos cada vez mais importantes.

Em Minas Gerais, a Cedro Mineração tem colocado o reuso de água entre os principais pilares de sua operação. A estratégia consolida a empresa como protagonista desta nova era da mineração, em que tecnologia, segurança e redução de impactos ambientais passam a ocupar lugar central, sem abrir mão da eficiência.

Na Mina do Gama, em Nova Lima, a empresa reaproveita 85% da água utilizada no beneficiamento do minério. Um dos principais movimentos nesse sentido foi o investimento de cerca de R$ 30 milhões em filtros prensa. Os equipamentos retiram a umidade do material e permitem o empilhamento a seco dos rejeitos, dispensando o uso de barragens. A escolha reúne duas frentes que hoje ocupam espaço central no debate sobre o futuro da mineração: segurança operacional e uso mais eficiente da água.

O gerente geral de Meio Ambiente da Cedro Mineração, Edinilson Barbosa, esclarece, no entanto, que o processo de filtragem para o empilhamento não é 100% seco. “No processo de filtragem do rejeito, em condições eficientes, o material ainda apresenta, em média, cerca de 16% de umidade.”

Essa gestão também chega a outras etapas da operação. Na unidade, quase 90% da água usada para controle de poeira vem do reuso, com parte desse volume originada de efluentes tratados. O aproveitamento interno dos recursos disponíveis ajuda a reduzir desperdícios e reforça uma lógica de produção mais atenta ao que acontece dentro e fora da mina.

Para Lucas Kallas, presidente do Conselho da Cedro Participações, esse caminho deixou de ser apenas uma alternativa técnica para se tornar um compromisso permanente da atividade mineral. “A eficiência no uso da água deixou de ser um diferencial e passou a ser uma responsabilidade. O empilhamento a seco e o reaproveitamento hídrico mostram que é possível produzir com mais segurança e respeito ao meio ambiente”.

A estratégia da Cedro se insere em um momento de crescimento da mineração brasileira, mas com uma cobrança cada vez maior por responsabilidade ambiental. A empresa, que atua em Nova Lima e Mariana, vem ampliando sua presença no setor ancorada justamente nessa combinação entre expansão e inovação. O reaproveitamento da água, nesse cenário, deixa de ser somente uma questão operacional e passa a representar uma escolha de posicionamento.

A companhia já nasceu com uma diretriz socioambiental e tem buscado consolidar essa marca ao investir em processos que reduzam o consumo de recursos e aumentem a segurança. A filtragem do material e a operação sem barragens fazem parte dessa orientação. Ao mesmo tempo, o foco no reaproveitamento de recursos hídricos ajuda a mostrar que eficiência e preservação podem caminhar juntas quando há planejamento e decisão de investir.

Segundo Lucas Kallas, essa diretriz faz parte da própria forma como a companhia enxerga seu crescimento. “Temos como premissa o desenvolvimento sustentável do nosso negócio. Investimos em tecnologias visando o melhor aproveitamento mineral, mas também o impacto positivo ao meio ambiente e às comunidades do entorno”, afirma.

Para a Cedro Mineração, a forma como a água é tratada dentro da operação também expressa uma escolha de legado. Em Minas Gerais, onde a mineração ocupa lugar histórico na economia, cresce a expectativa por modelos de produção que olhem com mais atenção para os limites ambientais e para o futuro das comunidades. Nesse cenário, o reaproveitamento deixa de ser apenas uma solução operacional e passa a representar um sinal concreto de mudança. Ao investir em reuso de água, filtragem e empilhamento a seco, a Cedro se posiciona como referência de uma nova mineração voltada à eficiência no uso dos recursos e à construção de um modelo sustentável mais preparado para o futuro.

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Por: Redação

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