Em um movimento estratégico para reduzir a dependência externa do agronegócio brasileiro, a Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III). A decisão, aprovada pelo Conselho de Administração nesta segunda-feira (13), prevê um investimento de US$ 1 bilhão para concluir a planta, que estava paralisada desde 2015.
A expectativa é que as obras voltem ainda no primeiro semestre deste ano, com geração de cerca de 8 mil empregos diretos. Com o cronograma atualizado, as operações comerciais devem ter início em 2029, reforçando o Plano de Negócios 2026-2030 da estatal.
A unidade de Três Lagoas é vista como a peça-chave para a segurança do abastecimento nacional. Atualmente, o Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano e depende fortemente de importações.
“Ao retomar os investimentos nesse segmento, fortalecemos a integração com o agronegócio e contribuímos para reduzir a dependência do país”, afirmou William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras. Ele destaca que a localização é um diferencial competitivo imbatível, estando próxima aos maiores polos consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Para garantir que o projeto não sofra novas interrupções, a Petrobras submeteu a UFN III a uma reavaliação rigorosa. Segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, o ativo apresentou Valor Presente Líquido (VPL) positivo, atestando sua lucratividade em diversos cenários econômicos. “Trata-se de um projeto tecnicamente robusto, economicamente viável e plenamente aderente às diretrizes de governança da companhia”, reforçou Baruzzi.
Quando estiver em plena operação, a UFN III terá grande capacidade voltada principalmente para culturas como milho, cana-de-açúcar e café:
A planta incorpora tecnologias de última geração que prometem altos índices de eficiência industrial, otimizando o uso do gás natural e garantindo a competitividade do produto nacional frente ao importado. Para o Mato Grosso do Sul, a notícia marca o fim de uma espera de quase uma década. Além dos empregos na construção, a unidade deve atrair novas indústrias de apoio e serviços.





