• Terça-feira, 7 de abril de 2026

Cachaça de Salinas brilha na Europa: Minas é destaque na Alimentaria 2026

Qualidade e a diversidade das cachaças mineiras fizeram sucesso em evento na cidade de Barcelona

A tradição mineira se tornou um dos grandes destaques da Alimentaria 2026, a maior feira internacional de alimentos da Europa, realizada na última semana de março. Representando a excelência do agronegócio brasileiro, as cachaças de alambique da Região de Salinas atraíram a atenção de compradores globais, consolidando a bebida como um produto de alto valor agregado no mercado externo.

A participação foi viabilizada por uma ação conjunta entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs). Além da clássica cachaça pura, o estado apresentou inovações como a caipirinha em lata e licores artesanais, focando tanto no consumo direto quanto na coquetelaria internacional.

A presença mineira faz parte da estratégia Agroexporta, que busca fortalecer a identidade e a origem dos produtos do estado no exterior. Segundo Manoela Teixeira, assessora técnica da Seapa, a aceitação no modelo de negócios entre empresas (B2B) foi um dos pontos altos do evento.

“A participação dialoga com a relevância de Minas na cadeia produtiva. O estado concentra cerca de 40% dos produtores regularizados do Brasil”, destacou Manoela.

Atualmente, 256 municípios mineiros possuem estabelecimentos registrados, mas o potencial de crescimento internacional ainda é vasto. Em 2025, Minas exportou cerca de US$ 1,5 milhão em cachaça, o que representa apenas 8,8% do valor total exportado pelo país, revelando uma janela de oportunidade para expansão, especialmente na Espanha.

Um dos grandes trunfos apresentados em Barcelona foi a Indicação de Procedência (IP) “Região de Salinas”. O selo garante que a cachaça foi produzida seguindo normas rígidas de qualidade em um território delimitado que inclui Salinas, Novorizonte e partes de cidades vizinhas como Taiobeiras e Rubelita.

Para Jean Henrique de Oliveira, presidente da Apacs — que reúne 27 associados e mais de 100 rótulos —, a feira foi um marco para os produtores locais. “Foi uma oportunidade de mostrar um produto genuinamente brasileiro e de alambique em uma vitrine mundial”, afirmou.

Por: Redação

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