BrasilAgro reverte prejuízo e tem lucro de R$ 2,5 milhões
Segundo a companhia, o principal fator negativo foi a redução da produção de cana-de-açúcar, afetada por eventos climáticos em diferentes regiões.
Segundo a companhia, o principal fator negativo foi a redução da produção de cana-de-açúcar, afetada por eventos climáticos em diferentes regiões. São Paulo, 6 – A BrasilAgro reverteu o prejuízo registrado um ano antes e apurou lucro líquido de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2025/26, encerrado em 31 de dezembro, segundo resultados divulgados pela companhia. Apesar da melhora no resultado final, o desempenho operacional permaneceu pressionado no período. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Herbicidas na dessecação da soja O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 6,995 milhões no trimestre, recuo de 77% na comparação anual, com margem de 4%. A receita líquida total alcançou R$ 183,6 milhões, queda de 3% frente ao 2º tri do ano passado. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Segundo a companhia, o principal fator negativo foi a redução da produção de cana-de-açúcar, afetada por eventos climáticos em diferentes regiões. Uma geada tardia atingiu lavouras em Brotas (SP), enquanto uma queimada impactou áreas no Maranhão, forçando a antecipação da colheita e comprometendo a produtividade. De acordo com o diretor financeiro, Gustavo Lopez, os eventos reduziram a produção em cerca de 400 mil toneladas. “Isso teve impacto direto no resultado do trimestre”, afirmou. No caso de Brotas (SP), a geada atingiu áreas que estavam previstas para colheita entre agosto e outubro. “Perdemos quase 180 mil toneladas só por esse evento”, disse o executivo. No Maranhão, a queimada ocorreu em setembro em área irrigada ainda distante da colheita ideal, o que comprometeu o potencial produtivo. Como resultado, a quantidade faturada de cana caiu 52% no trimestre, para 167,4 mil toneladas, enquanto a receita da cultura recuou 56%, para R$ 28,1 milhões.
Na outra ponta, grãos ajudaram a atenuar a pressão sobre o resultado. A soja apresentou crescimento de 33% na receita trimestral, para R$ 61,1 milhões, sustentada por aumento de 25% no volume vendido, que alcançou 27,9 mil toneladas. O preço médio ficou em R$ 2.189 por tonelada, alta de 6%. O milho também teve desempenho positivo, com receita de R$ 35,8 milhões no trimestre, beneficiado por volume expressivo de vendas e redução de custos logísticos com comercialização direta para usinas de etanol. A quantidade faturada alcançou 50,1 mil toneladas no período. O algodão pluma registrou receita de R$ 31,2 milhões, aumento de 81% na comparação anual, com volume de 4,3 mil toneladas comercializadas. Já a pecuária teve receita de R$ 23,9 milhões, refletindo a venda de gado da Fazenda Preferência. A diretora de relações com investidores, Ana Paula Ribeiro, destacou que o segundo trimestre é historicamente mais fraco e que os resultados tendem a se concentrar nos períodos de colheita de grãos. “Os próximos trimestres vão refletir a colheita da safra atual, com volumes muito maiores”, afirmou.
No acumulado do semestre (julho a dezembro), a BrasilAgro registrou prejuízo de R$ 61,8 milhões, revertendo o lucro de R$ 77,8 milhões do mesmo intervalo do ciclo anterior, período que contou com receita de R$ 107,9 milhões com venda de fazendas. O Ebitda ajustado do semestre totalizou R$ 71,3 milhões, queda de 64%.
Por: Redação





