• Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

AGCO reverte prejuízo e lucra US$ 95,5 milhões no 4º trimestre de 2025

O CEO da AGCO, Eric Hansotia, destacou que a empresa entregou resultados sólidos no quarto trimestre, alcançando margem operacional ajustada de 10,1%.

O CEO da AGCO, Eric Hansotia, destacou que a empresa entregou resultados sólidos no quarto trimestre, alcançando margem operacional ajustada de 10,1%. São Paulo, 6 – A AGCO, fabricante norte-americana de máquinas agrícolas de marcas como Valtra e Massey Ferguson, reportou lucro líquido de US$ 95,5 milhões, ou US$ 1,30 por ação, no quarto trimestre de 2025. O resultado reverte o prejuízo de US$ 255,7 milhões, ou US$ 3,42 por ação negativo, reportado em igual período de 2024. Em termos ajustados, o lucro por ação avançou de US$ 1,97 para US$ 2,17. As vendas líquidas da companhia somaram US$ 2,92 bilhões no período, alta de 1,1% ante o reportado no quarto trimestre de 2024. O CEO da AGCO, Eric Hansotia, destacou que a empresa entregou resultados sólidos no quarto trimestre, alcançando margem operacional ajustada de 10,1%, o que reflete a capacidade da equipe de entregar resultados mesmo diante das pressões contínuas sobre a renda agrícola e das dinâmicas do comércio global que influenciaram a atividade geral da indústria. “Mesmo neste ambiente, aumentamos nossa participação de mercado global, incluindo nossos maiores ganhos de participação na América do Norte em equipamentos agrícolas de grande porte”, afirmou.
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    Hansotia acrescentou que a aplicação de um planejamento disciplinado de produção permitiu que a AGCO encerrasse 2025 com estoques da empresa e de concessionárias significativamente menores em comparação aos níveis do ano anterior. “Nossa margem operacional ajustada do ano completo de 7,7% foi quase o dobro do desempenho registrado no fundo do último ciclo”, disse, ressaltando que a forte gestão de capital de giro também apoiou um fluxo de caixa livre recorde, representando aproximadamente 188% de conversão de fluxo de caixa livre. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});No ano completo de 2025, as vendas líquidas foram de aproximadamente US$ 10,1 bilhões, queda de 13,5% em comparação com 2024. O lucro reportado no ano foi de US$ 9,75 por ação, enquanto o lucro ajustado foi de US$ 5,28 por ação. Esses resultados se comparam ao prejuízo reportado de US$ 5,69 por ação e ao lucro ajustado de US$ 7,50 por ação em 2024. A empresa gerou fluxo de caixa operacional de US$ 988 milhões e fluxo de caixa livre recorde de US$ 740 milhões. Na América do Norte, as vendas da AGCO caíram 8,5% no quarto trimestre de 2025 ante igual período de 2024, excluindo o impacto da conversão cambial favorável, somando US$ 466 milhões. Vendas mais fracas do setor e níveis de produção abaixo da demanda do mercado final contribuíram para vendas menores, com as quedas mais significativas ocorrendo em pulverizadores e tratores de médio porte. Já as vendas na América do Sul recuaram 9,3%, excluindo o impacto cambial, para US$ 259,9 milhões. Na Europa e Oriente Médio, as vendas chegaram a US$ 2,018 bilhões, queda de 0,7% em moeda constante. Na região Ásia/Pacífico/África, houve alta de 2,8%, para US$ 176,8 milhões. Em relatório, a companhia destacou que as vendas de tratores no varejo da indústria norte-americana diminuíram 10% em 2025, com os declínios mais pronunciados ocorrendo nas categorias de maior potência, particularmente nos meses recentes. As vendas de colheitadeiras caíram 27% na comparação anual. “A economia agrícola atual, a evolução da demanda por exportação de grãos e os custos elevados de insumos devem continuar a pressionar a demanda da indústria ao longo de 2026, especialmente para equipamentos maiores”, afirmou a AGCO. Além disso, as vendas de tratores no varejo da indústria brasileira diminuíram 2% em 2025, disse a AGCO, refletindo demanda mais fraca por tratores maiores, parcialmente compensada por demanda melhorada para tratores pequenos e médios. “Embora a produção agrícola tenha permanecido saudável e certos desenvolvimentos comerciais tenham proporcionado oportunidades para os agricultores, a demanda por equipamentos maiores ainda não mostrou crescimento renovado”, explicou. Altos custos de financiamento, crédito apertado e dinâmicas políticas mais amplas devem continuar a restringir a demanda em 2026. Já na Europa Ocidental, as vendas de tratores no varejo da indústria diminuíram 7% em 2025 em comparação com o ano anterior, com quedas porcentuais de dois dígitos na maioria dos mercados, exceto Espanha e Itália, que apresentaram crescimento. “Renda agrícola relativamente saudável em 2026, impulsionada principalmente pelos produtores de laticínios e pecuária, bem como uma frota envelhecida, devem apoiar a demanda da indústria ligeiramente acima dos níveis de 2025”, disse. Para 2026, a companhia projetou que as vendas líquidas devem variar entre US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões. As margens operacionais ajustadas estão projetadas para ficar entre 7,5% e 8%. Os volumes de produção devem permanecer relativamente estáveis, com controles de custos e preços positivos contribuindo para os resultados. Com base nessas premissas, o lucro por ação de 2026 está previsto em aproximadamente US$ 5,50 a US$ 6,00. Essas estimativas incorporam o impacto esperado das tarifas em vigor em 5 de fevereiro de 2026, juntamente com as estratégias de mitigação da AGCO.
    Por: Redação

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