Fraude em leilões: criminosos usam dados de pecuaristas em golpe do ‘Lance Falso’Esse avanço gera otimismo no setor. Consultorias como Safras & Mercado e Agrifatto apontam que a demanda internacional permanece como o principal pilar de sustentação do mercado, especialmente da China, que absorve grande parte da proteína brasileira. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Resistência dos pecuaristas Apesar da pressão dos frigoríficos por cortes nos preços desde a última semana, os pecuaristas têm conseguido preservar seu poder de negociação. Segundo a Agrifatto, a manutenção das cotações “ evidencia o equilíbrio de forças, com os pecuaristas preservando seu poder de negociação diante das tentativas de barganha das indústrias”. O cenário tem sido favorecido por estratégias como contratos a termo, bois de parceria e animais de confinamento próprio, que garantem maior previsibilidade nas escalas de abate. Atualmente, os frigoríficos trabalham com média de nove dias de programação de abate no país. Cotações da arroba do boi gordo por região No mercado físico, os preços seguem firmes, ainda que com leves variações entre as praças:
Boi gordo vive “cabo de guerra” com pecuaristas levando a melhor; veja as cotações da arroba
Exportações firmes e pecuaristas resistentes sustentam preços do boi gordo pelas praças pecuárias em meio à pressão dos frigoríficos
Exportações firmes e pecuaristas resistentes sustentam preços do boi gordo pelas praças pecuárias em meio à pressão dos frigoríficos O mercado do boi gordo segue atravessando um verdadeiro “cabo de guerra” entre pecuaristas e frigoríficos. De um lado, a indústria pressiona por baixas nas cotações; de outro, produtores resistem à venda e encontram sustentação no forte ritmo das exportações de carne bovina, que têm batido recordes em 2025. O resultado, ao menos por enquanto, é um cenário de equilíbrio de forças com leve vantagem ao pecuarista. O fator que mais pesa na manutenção das cotações é o desempenho do comércio exterior. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em apenas 16 dias úteis de agosto, o Brasil exportou 212,9 mil toneladas de carne bovina, movimentando US$ 1,192 bilhão em receita. A média diária embarcada foi de 13,3 mil toneladas, o que representa crescimento de 34,7% frente ao mesmo período de 2024. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
São Paulo: R$ 310,75/@ (boi comum) e R$ 317/@ (boi-China) Goiás: R$ 302,50/@ Minas Gerais: R$ 302,94/@ Mato Grosso do Sul: R$ 318,18/@ Mato Grosso: R$ 311,62/@ No atacado, a carcaça bovina apresenta valores estáveis: Quarto traseiro: R$ 22,90/kg Dianteiro: R$ 18,25/kg Ponta de agulha: R$ 17,25/kg Perspectivas para setembro Analistas projetam que a primeira quinzena de setembro trará mais fôlego ao mercado interno, já que a entrada dos salários na economia deve estimular a reposição ao longo da cadeia produtiva. Isso pode abrir espaço para reajustes positivos na arroba, ampliando a vantagem dos pecuaristas nesse embate.
No entanto, no mercado futuro, a B3 apresentou leve baixa no contrato de outubro/25, cotado a R$ 325,75/@, recuo de 0,34% em relação à sessão anterior, refletindo cautela do mercado financeiro frente às oscilações do consumo doméstico. O mercado do boi gordo mostra-se em pleno equilíbrio de forças, mas com os pecuaristas levando ligeira vantagem. Sustentados pelas exportações em alta e por uma oferta controlada de animais, eles resistem à pressão da indústria e mantêm as cotações firmes. A expectativa é que o mês de setembro confirme esse cenário de valorização gradual, com potencial de melhora no consumo interno somado ao apetite externo que continua aquecido.
Por: Redação