Boi gordo dá salto e atinge R$ 350/@ em movimento de valorização contínua
Negócios pontuais já indicam arroba do boi gordo em patamares recordes enquanto mercado segue sustentado por oferta restrita, exportações aquecidas e escalas de abate encurtadas; analistas não descartam novas altas no curto prazo
Negócios pontuais já indicam arroba do boi gordo em patamares recordes enquanto mercado segue sustentado por oferta restrita, exportações aquecidas e escalas de abate encurtadas; analistas não descartam novas altas no curto prazo O mercado do boi gordo iniciou fevereiro com um movimento consistente de valorização e já registra negócios em níveis cada vez mais elevados em importantes praças pecuária. Um exemplo recente mostra a arroba negociada a R$ 350,00 à vista, em Auriflama (SP), com abate programado em apenas dois dias úteis — um sinal claro da forte disputa da indústria por animais terminados. O lote, entre 100 e 200 cabeças, foi comercializado e informado no app da Agrobrazil, com 56% de rendimento e livre de impostos, reforçando a tendência de preços firmes no mercado físico. Esse avanço não ocorre de forma isolada. Dados do mercado indicam que a arroba vem sendo sustentada por um conjunto de fatores estruturais, que incluem baixa disponibilidade de boiadas prontas, demanda aquecida e exportações em ritmo elevado. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Segundo levantamento do Cepea, os preços médios já apresentam valorização nas parciais de fevereiro frente ao mês anterior, após janeiro registrar apenas pequenas oscilações. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});De acordo com os pesquisadores, o suporte veio do bom desempenho das vendas internas e do avanço expressivo dos embarques de carne bovina, que já superam os volumes observados no mesmo período do ano passado — quando o país havia registrado recordes para janeiro. Oferta curta pressiona frigoríficos Outro fator determinante para a escalada dos preços é a restrição na oferta. As chuvas recentes favoreceram a recuperação das pastagens, permitindo ao pecuarista reter os animais por mais tempo no campo, o que reduziu a disponibilidade imediata para abate. Com isso, as escalas ficaram encurtadas — variando entre três e dez dias — e, em fevereiro, frigoríficos passaram a enfrentar maior dificuldade para completar suas programações, elevando as propostas de compra. São Paulo puxa a valorização do boi gordo No maior polo pecuário do país, a alta também é evidente. Indústrias paulistas com escalas curtas precisaram subir as ofertas para garantir boiadas, especialmente do padrão-exportação. O chamado “boi-China” chegou a R$ 340/@, enquanto o boi comum foi cotado em torno de R$ 330/@ no prazo.
Já a referência calculada pela Agrifatto apontou a arroba em R$ 340/@ no mercado paulista, tanto para animais destinados ao mercado interno quanto à exportação. Apesar disso, consultorias destacam que negócios acima desse patamar ainda são difíceis de confirmar de forma ampla — embora não descartem ocorrências pontuais em indústrias com necessidade urgente de compra. Altas espalhadas pelo país O movimento não se limita a São Paulo. Entre 17 praças monitoradas, 11 registraram valorização, incluindo estados relevantes como Goiás, Bahia, Paraná e Tocantins. Analistas afirmam que o ambiente de negócios segue sugerindo novos reajustes no curtíssimo prazo, reflexo da baixa oferta que tem dificultado o avanço das escalas de abate.
Além disso, a demanda permanece aquecida, com exportações em níveis elevados e preços internos ainda sustentados — um comportamento considerado atípico para esta época do ano. Média da arroba nas principais praças Levantamento recente mostra os seguintes patamares médios: São Paulo: R$ 337,83 Goiás: R$ 320,71 Minas Gerais: R$ 321,76 Mato Grosso do Sul: R$ 321,93 Mato Grosso: R$ 314,59 No atacado, os preços também avançaram, com destaque para o quarto dianteiro e a ponta de agulha, indicando cadeia da carne operando com valores mais firmes. Mercado futuro reforça tendência A valorização não está restrita ao físico. Na B3, o contrato com vencimento em março de 2026 encerrou cotado a R$ 343,55/@, alta de 0,91% — sinalizando expectativa de continuidade do ciclo positivo.
O que esperar das próximas semanas O cenário atual sugere que o pecuarista segue com maior poder de barganha, enquanto a indústria precisa ajustar preços ofertados no boi gordo para garantir matéria-prima. A combinação de escala curta, exportações fortes e consumo interno resiliente cria uma base sólida para novas valorizações. Negócios a R$ 350/@, ainda que pontuais, funcionam como um termômetro importante: mostram até onde o mercado pode ir quando a necessidade de compra aperta.
Por: Redação





