O Banco Central do Brasil divulgou, nesta quinta-feira (7), o plano de integridade para o ciclo de 2026 e 2027, incluindo medidas para aprimorar a rastreabilidade de decisões internas e coibir conflitos de interesse na atuação dos servidores e diretores.
A atualização ocorreu após a autoridade monetária ter dois ex-funcionários acusados de envolvimento e consultoria irregular no caso do Banco Master. No início de março, o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana foram afastados da autarquia por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, o BC disse que a gestão da integridade inclui a “prevenção, detecção, responsabilização e a remediação de fraudes e atos de corrupção, bem como a promoção e a observância de valores, normas e princípios orientados à proteção do interesse público e ao respeito a direitos”. O plano não faz menção ao caso do Master.
O plano prevê 36 ações distribuídas em sete eixos temáticos, incluindo transparência, ética, comunicação e treinamento, práticas de integridade nos processos de trabalho, tratamento de denúncias, responsabilização e monitoramento contínuo.
“O novo plano dá especial atenção ao avanço na adoção de medidas de tratamento a riscos de integridade, à capacitação de servidores, ao aprimoramento do tratamento de denúncias, ao fortalecimento dos procedimentos de responsabilização e à incorporação de ações voltadas à diversidade, equidade, inclusão e ao enfrentamento do assédio e da discriminação”, completou.





