Congressistas da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) preparam um relatório alternativo que deve ser apresentado na 4ª feira (25.mar.2026). A votação do parecer oficial está marcada para a 5ª feira (26.mar.2026), último dia de funcionamento do colegiado.
O texto paralelo busca contrapor o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da comissão. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou nesta 2ª feira (23.mar.2026) que o texto irá “individualizar a responsabilidade das pessoas” e “demonstrar o papel de cada um” no esquema. Segundo Pimenta, a investigação identificou cerca de 9.000 operadores do sistema criminoso, sendo mais de 1.000 funcionários do INSS.
“Nós estamos preparando um relatório do trabalho da CPI a partir daquilo que nós enxergamos que foi feito aqui. Se o relatório do Alfredo Gaspar retratar o que efetivamente aconteceu na CPI, ok. Mas se ele fizer um relatório que seja uma peça de disputa política eleitoral, como normalmente ele tem feito, esse relatório será rejeitado”, declarou Pimenta em conversa com jornalistas.
O relatório identifica 9 núcleos de operadores nas fraudes do INSS e mais 1 formado por funcionários. Segundo Pimenta, o texto paralelo deverá mostrar quem são os “agentes públicos que em 2021 e 2022 promoveram as mudanças para que esta organização pudesse tomar de assalto o INSS e o Ministério da Previdência”. Também será proposto um indiciamento.
O deputado afirmou que, nos casos em que ainda não haja “elementos suficientes” para uma conclusão sobre o indiciamento, o grupo governista irá sugerir que a continuidade das apurações fique a cargo da Polícia Federal.
“Ainda há muita coisa para ser investigada, mas nós achamos que a partir de agora essa é uma tarefa que deve ficar para a responsabilidade da Polícia Federal e do Ministério Público Federal”, concluiu Pimenta.





