O berço da olivicultura brasileira voltou a ser o centro das atenções do setor na última sexta-feira (10). A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realizou, no Campo Experimental de Maria da Fé, a 6ª edição do Azeitech. O evento, que já se consolidou como pilar de transferência tecnológica, integrou o 21º Dia de Campo e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura e reuniu cerca de 200 participantes entre produtores, pesquisadores e técnicos.
Em um período estratégico de colheita e extração, o encontro serviu para reforçar o papel da ciência no campo. "Reunimos toda a cadeia produtiva no local onde ocorreu a primeira extração nacional de azeite. O Azeitech evidencia avanços que vão desde o uso de drones até o manejo prático e controle de pragas", afirmou Pedro Moura, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da EPAMIG.
Uma das grandes atrações desta edição foi o Ciência Móvel. O ônibus itinerante proporcionou uma imersão prática aos visitantes, permitindo o acompanhamento de análises de qualidade do azeite em tempo real e a observação microscópica de fungos que afetam as oliveiras.
Além da parte laboratorial, a inovação também esteve presente na feira de negócios, que contou com a participação de 20 empresas do setor. O público pôde conferir de perto novos maquinários, insumos e soluções tecnológicas voltadas para otimizar a produção no agronegócio.
O evento foi palco para celebrar o sucesso dos produtores locais. Hugo Moraes, gerente da Fazenda Tuiuva — responsável pelo premiado azeite Mantikir —, destacou a importância do suporte técnico da EPAMIG para alcançar o reconhecimento internacional. Com mais de 100 medalhas acumuladas, a marca simboliza o potencial qualitativo da Região da Mantiqueira.
A força do evento também atraiu olhares de outros estados. Uma comitiva da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) marcou presença para prospectar parcerias e conhecer as pesquisas aplicadas no Sul de Minas. Para Reney Dorow, diretor da Epagri, a iniciativa "evidencia a capacidade da EPAMIG em gerar pesquisa aplicada e promover a difusão tecnológica".
Para encerrar o ciclo de conhecimento, os participantes puderam aprimorar o paladar em um espaço dedicado à análise sensorial. Sob orientação do professor Rafael Pio, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o público aprendeu a identificar os atributos de qualidade de azeites desenvolvidos em estudos científicos, conectando o rigor técnico da pesquisa ao prazer gastronômico do consumidor final.





