• Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Anvisa proíbe venda de lote de chá de camomila após identificar larvas e insetos

Medida determina recolhimento imediato do lote de chá de camomila após identificar larvas e insetos, suspensão da comercialização e alerta para riscos à segurança alimentar; empresa afirma que problema é pontual e restrito a um único lote

Medida determina recolhimento imediato do lote de chá de camomila após identificar larvas e insetos, suspensão da comercialização e alerta para riscos à segurança alimentar; empresa afirma que problema é pontual e restrito a um único lote A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda, distribuição, divulgação e consumo de um lote específico de chá de camomila após a identificação de larvas e fragmentos de insetos no produto. A decisão, anunciada na segunda-feira (5), envolve o lote 6802956 do chá de camomila da marca Lavi Tea, fabricado pela empresa Água da Serra, e acende um alerta sobre controle de qualidade e segurança sanitária em produtos amplamente consumidos pela população. A medida inclui também o recolhimento imediato do lote em todo o território nacional e foi tomada após a própria empresa comunicar às autoridades sanitárias a realização de um recolhimento voluntário, motivado pela constatação de irregularidades durante análises técnicas.
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  • O que foi identificado no chá de camomila De acordo com a Anvisa, testes laboratoriais realizados no chá apontaram materiais estranhos à composição esperada da camomila, como talos, ramos e sementes que não deveriam estar presentes no produto final. O ponto mais grave, porém, foi a identificação de 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em apenas 25 gramas do chá, número muito superior ao limite máximo permitido pela legislação sanitária. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Segundo a agência reguladora, o padrão aceitável é de até 90 fragmentos de insetos para a mesma quantidade de produto, o que caracteriza uma não conformidade sanitária relevante e justifica a adoção de medidas restritivas imediatas para proteção do consumidor . A presença de larvas e insetos em alimentos industrializados representa um risco potencial à saúde, podendo indicar falhas no processo de seleção da matéria-prima, armazenamento, higiene ou controle de pragas durante a produção. Por isso, a Anvisa reforçou que a decisão tem caráter preventivo e corretivo, visando evitar a exposição dos consumidores a produtos fora dos padrões de segurança alimentar. Além da retirada do lote do mercado, a resolução da agência impede qualquer tipo de divulgação ou comercialização do produto até que todas as exigências sanitárias sejam plenamente atendidas. Posicionamento da empresa Em nota, a Água da Serra informou que o recolhimento do lote foi realizado de forma voluntária e responsável ainda em outubro de 2025, antes mesmo da publicação da decisão da Anvisa. A empresa destacou que se trata de uma ocorrência pontual, restrita a um único lote, sem impacto sobre os demais produtos da marca, que, segundo a companhia, seguem atendendo aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação. A empresa também esclareceu que a produção do chá de camomila é realizada por um parceiro terceirizado, já formalmente comunicado para a realização de uma apuração técnica detalhada e adoção de medidas corretivas, com acompanhamento direto da Água da Serra. Por fim, reafirmou seu compromisso com a qualidade, a segurança dos alimentos e a atuação colaborativa junto aos órgãos reguladores . Alerta ao consumidor A Anvisa orienta que consumidores que tenham adquirido o lote 6802956 do chá de camomila Lavi Tea não utilizem o produto e procurem os canais de atendimento da empresa para orientações sobre devolução ou substituição. Casos como esse reforçam a importância da vigilância sanitária ativa e do acompanhamento rigoroso da cadeia produtiva de alimentos, especialmente aqueles de consumo cotidiano. O episódio também evidencia o papel da comunicação entre empresas e órgãos reguladores como instrumento fundamental para mitigar riscos, preservar a saúde pública e manter a confiança do consumidor no mercado de alimentos industrializados.
    Por: Redação

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