A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) concedeu nesta 2ª feira (26.jan.2026) as autorizações finais para a operação da 1ª biorrefinaria do Brasil. A Refinaria de Petróleo Riograndense, localizada em Rio Grande (RS), obteve o aval para processar carga 100% renovável e comercializar o chamado Bio-GL (Gás Liquefeito de origem renovável).
Na 3ª feira (20.jan), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a estatal irá investir R$ 6 bilhões na operação para que a refinaria fosse convertida em uma biorrefinaria a partir do 2º semestre de 2026. Na prática, a refinaria deixa de processar petróleo fóssil para utilizar exclusivamente óleo vegetal como matéria-prima.
A refinaria é controlada por um consórcio que inclui Petrobras, Braskem e Ultrapar e vem se destacando como polo de inovação no setor energético brasileiro.
A decisão da diretoria da agência reguladora equipara, para fins comerciais e regulatórios, o Bio-GL ao GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) tradicional. Isso permite que o novo produto utilize toda a logística de distribuição já existente no país.
O Bio-GL é quimicamente idêntico ao gás de cozinha convencional, mas com pegada de carbono reduzida. Segundo documentos apresentados à ANP, o combustível:
A transformação da Riograndense em biorrefinaria é resultado de uma parceria tecnológica com o Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras). Desde 2024, a unidade passava por processos administrativos e testes de “coprocessamento” (mistura de óleo vegetal com petróleo) para validar a operação industrial.





