O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse na 4ª feira (18.mar.2026) ter ficado “estarrecido” com as declarações do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto -a quem chamou de “mitômano”-, sobre um possível acordo para a derrubada de vetos ao PL da Dosimetria em troca da desistência de CPMI do Banco Master.
“Eu fiquei estarrecido com as declarações do presidente do Partido Liberal, o qual eu tenho um grande respeito. Eu não me posicionei até hoje porque nós estamos vivendo tantas agressões, tantas ofensas e, nesse caso, tantas mentiras, de algumas pessoas que se acham no direito de inventar qualquer coisa e achar que aquilo é verdade. Aquilo é uma doença. Chama-se mitômano. A pessoa que mente reiteradas vezes e acredita na sua mentira”, disse Alcolumbre, durante sessão deliberativa.
“Como eu não sou médico, eu não quero fazer nenhuma consulta pública ao ex-deputado federal e presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Eu nunca, absolutamente nunca, tratei com Valdemar Costa Neto em relação a este assunto da sessão do Congresso, da votação dos vetos da dosimetria —manutenção ou derrubada— ou sobre a CPI do Banco Master.”, declarou.
Assista (2min35s):
A declaração vem depois de uma fala de Valdemar em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, voltar a viralizar nas redes sociais nesta semana. Na ocasião, o presidente do PL disse que teria oferecido um acordo para que o veto ao texto da Dosimetria fosse derrubado em troca da não instalação de uma CPI do Banco Master.
“Eu tive uma proposta essa semana, mas eu não tenho como fazer. Eu falei com o Rogério Marinho: eles querem votar a dosimetria desde que não façam a CPI do Banco Master no Senado”, afirmou Valdemar, ressaltando ainda que Alcolumbre seria um dos interessados.
Assista (2min36s):
O veto presidencial —identificado como Veto 3/2026— impede que o texto entre em vigor. O projeto, aprovado pelo Congresso em dezembro, reduz penas de condenados por diferentes enquadramentos dentro de um mesmo ato relacionado às tentativas de golpe de Estado registradas em 2022 e 2023.
Ao justificar o veto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alegou que não sancionaria medidas que relativizam crimes contra a democracia.
Senadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionam pela análise do veto. A decisão, no entanto, ainda depende de votação do Congresso Nacional, e não há previsão para que o tema seja pautado.





