O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho recorde. As exportações do setor alcançaram US$ 38,1 bilhões, um incremento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. Este valor é o maior já registrado em toda a série histórica para os meses de janeiro a março.
Com importações somando US$ 5 bilhões (queda de 3,3%), o agronegócio garantiu um superávit comercial de US$ 33 bilhões no trimestre. O resultado reflete a resiliência do setor em um cenário internacional desafiador, marcado por conflitos no Oriente Médio e variações nas cotações de commodities.
A China foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, responsável por 29,8% de participação na pauta exportadora, com US$ 11,33 bilhões (alta de US$ 510 milhões, +4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025). A União Europeia ficou na segunda posição, com +14,9% de participação na pauta exportadora e US$ 5,67 bilhões (recuo de US$ 5,6 milhões, -0,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2025), seguida pelos Estados Unidos, com +5,9% de participação e US$ 2,24 bilhões (recuo de US$ 1,02 bilhão, -31,2%, em relação ao primeiro trimestre de 2025).
O complexo soja liderou as vendas externas com US$ 12,13 bilhões, representando 31,8% do total exportado pelo agro. Em seguida, o setor de proteínas animais somou US$ 8,12 bilhões, com um crescimento expressivo de 21,8%.
Recordes individuais também foram destaque:
De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a pujança do setor deve-se a anos de investimento em ciência, sanidade e capacidade produtiva, permitindo ao Brasil responder rapidamente às demandas globais.





