O deputado federal Aécio Neves (PSDB) afirmou que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) tem “condições morais e políticas” para assumir o governo de Minas Gerais. No entanto, o tucano ressaltou que Pacheco avança para o campo petista, que sempre foi oposição ao PSDB.
“Eu tenho uma relação de amizade e respeito pelo Rodrigo desde sempre, desde antes de ele entrar na vida pública. O Rodrigo sempre atuou no nosso campo político. Se elegeu senador apoiando meu ex-vice-governador Antonio Anastasia. É um quadro extraordinário da vida pública nacional. Só que hoje, ele avança para um campo, o campo petista, que sempre foi oposição ao PSDB. Os palanques regionais tem uma lógica própria”, afirmou Aécio.
Pacheco se filiou ao PSB no início do mês, indicando que pode ser candidato ao Palácio Tiradentes em outubro. Ele, no entanto, ainda não oficializou a intenção de candidatar.
Aécio Neves afirmou que conversa com várias lideranças políticas sobre o cenário eleitoral de Minas Gerais e fez críticas â gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) e do ex-governador Romeu Zema (Novo).
“Eu ocupei por 8 anos a cadeira de governador de Minas, vejo nele as condições pessoais, morais e políticas para sentar na cadeira de governador de Minas e permitir que Minas volte a crescer. Viemos de um período dramático na nossa história, o governo do PT foi trágico para Minas e o governo Zema é até bem intencionado, mas não deixa herança positiva nenhuma em Minas, em nenhuma área. Em Minas, seguimos uma lógica antiga, que diz que é preciso esperar a onda bater na areia para ver como será a espuma. O próprio Rodrigo ainda não anunciou formalmente sua candidatura. Enquanto isso, tenho conversado com outros quadros da política mineira, até porque as pesquisas estimulam que eu faça isso. Tenho liderado as pesquisas de corrida ao Senado”, continuou o deputado.
Em entrevista à CNN na tarde desta terça-feira (14), Aécio elogiou também a ex-prefeita e pré-candidata do PT ao Senado, Marília Campos, e relembrou a boa relação com vários nomes da esquerda em Minas Gerais durante sua gestão.
“A minha trajetória sempre foi de diálogo. Eu sempre tive conversas em Minas, inclusive com o PT. A candidata apresentada ao Senado, a prefeita Marília é uma grande amiga minha. Quando fui governador fizemos parcerias importantíssimas para Contagem. Ela sendo do PT. Quando fui candidato à reeleição ao governo, tive apoio de muitos prefeitos do PT”, disse Aécio.
Na segunda-feira (13), durante evento em Belo Horizonte, Marília afirmou que Aécio caberia no palanque mineiro de Pacheco. Em entrevista antes de um evento de pré-campanha, a petista, no entanto, afirmou que essa decisão deve partir do nome escolhido pelo partido para disputa ao governo de Minas. "Tenho deixado essa questão do segundo nome [ao Senado] e do vice-governador para que o nosso candidato a governador defina, escolha o melhor leque de alianças para que nossa chapa se torne mais forte, mas na minha opinião cabe", disse.





