As ações da Fictor Alimentos recuavam 38,5% às 18h08 desta 2ª feira (2.fev.2026) com o desgaste financeiro e reputacional do Grupo Fictor após a tentativa frustrada de compra do Banco Master e o pedido de recuperação judicial dos controladores protocolado no domingo (1º.fev).
A ação registrou queda de 28,75% na semana passada e recuo de 44,12% em janeiro. Em 12 meses fechados na 6ª feira (30.jan), caíram 68%.
O Banco Master chegou a anunciar, em novembro de 2025, que seria comprado pelo grupo. A empresa faz parte de conglomerado que possui negócios em setores como alimentos, pagamentos e imóveis.
No processo protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, o grupo afirmou que a deterioração do caixa teve origem na reverberação negativa da negociação envolvendo o Master, anunciada em novembro de 2025. O episódio restringiu crédito, dificultou renegociações e pressionou o valor de mercado da Fictor.
Indicadores de análise técnica apontam perda de força compradora, com predominância de fluxo vendedor e ausência de sinais consistentes de reversão no curto prazo.
O mercado passou a precificar não apenas os fundamentos operacionais da empresa listada, mas também o risco financeiro e de governança do grupo controlador, especialmente após o pedido de recuperação judicial das holdings Fictor Holding e Fictor Invest, que concentram dívidas de R$ 4 bilhões.
A recuperação judicial busca suspender execuções e dar prazo para renegociação com credores, mas não inclui as subsidiárias operacionais. Ainda assim, investidores mantêm cautela, avaliando possíveis impactos indiretos sobre acesso a crédito, estratégia de expansão e estabilidade societária.





