O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) saiu em defesa do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de um áudio enviado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nas mensagens, divulgadas pelo portal The Intercept Brasil, o filho mais velho do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) cobra dinheiro do banqueiro para financiar o filme Dark Horse, que conta a história do pai.
Em uma longa publicação nas redes sociais, Nikolas diz que não acredita "em condenações precipitadas" e que a "transparência é sempre o melhor caminho". "Flávio deu a sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta", escreveu o deputado.
No mesmo texto, Nikolas questiona o motivo de não haver "a mesma intenção de criminalizar" financiamentos de filmes sobre o presidente Lula (PT) e o ex‑presidente Michel Temer (MDB) feitos por Vorcaro. Essa informação foi levantada pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo.
As longas, citados por Jardim, são 'Lula' (2024) e '963 dias' (2026).
O deputado, assim como Flávio, saiu em defesa da instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. "Quem acabou silenciar, estará acusando seu medo e, consequente, sua culpa", disse.
A CPMI do Banco Master, que também é apoiada por governistas, não saiu do papel porque o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não criar o colegiado na última sessão conjunta realizada há duas semanas.
Conforme revelado pelo The Intercept Brasil, Vorcaro teria ajudado a financiar o filme sobre Bolsonaro, com contatos diretos com o filho mais velho do ex‑presidente, que pedia dinheiro e pressionava pelos pagamentos.
O portal alega que o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção entre fevereiro e maio de 2025. Esse dinheiro teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho de Bolsonaro, o ex‑deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP).
Flávio confirmou que pediu dinheiro ao banqueiro, mas negou irregularidades. O senador sustenta que a relação trata‑se apenas de um filho tentando buscar patrocínio para o filme do pai.
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