• Domingo, 7 de junho de 2026

8 de janeiro: Moraes aceita acordo para encerrar processo de deputado mineiro

Parlamentar mineiro terá de prestar serviços comunitários, pagar multa e participar de curso sobre democracia para cumprir acordo firmado com a PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado pelo deputado estadual mineiro Sargento Rodrigues (PL-MG), acusado de incitação ao crime e associação criminosa no processo sobre atos do dia 8 de janeiro de 2023.

Com a homologação do acordo, a ação penal contra o parlamentar será suspensa e poderá ser extinta após o cumprimento integral das condições estabelecidas.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Rodrigues utilizou as redes sociais para estimular a animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes da República, além de incentivar a adesão a uma ruptura institucional após as eleições de 2022.

Pelo acordo firmado, o deputado se compromete a:

Sargento Rodrigues se tornou réu no STF após a Primeira Turma aceitar denúncia apresentada pela PGR.

A acusação apontava que o parlamentar publicou vídeos e mensagens nas redes sociais exaltando os atos golpistas de 8 de janeiro e incentivando a mobilização contra as instituições democráticas.

Ao votar pelo recebimento da denúncia, Alexandre de Moraes classificou a conduta do deputado como “gravíssima”.

“O denunciado incitou, publicamente, a animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais, por meio da divulgação, em seu perfil na rede social Instagram, de vídeo com teor disruptivo que exaltava os atos de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes”, escreveu o ministro.

Moraes também afirmou que o parlamentar atuou de forma “livre, consciente e voluntária” para desacreditar o sistema eleitoral e estimular comportamentos semelhantes por parte de seus seguidores.

Quando a denúncia foi recebida pelo STF, a defesa de Sargento Rodrigues argumentou que os fatos já haviam sido analisados e arquivados em investigações anteriores.

Os advogados também sustentaram a inexistência de dolo na conduta do parlamentar e destacaram que ele estava em viagem internacional durante os atos de 8 de janeiro, o que afastaria qualquer participação direta nos episódios ocorridos em Brasília.

A Itatiaia procurou novamente o deputado após a homologação do acordo. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Por: ITATIAIA

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