O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), intensificou os ataques ao adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também postulante ao Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (25). Durante uma agenda promovida pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o mineiro classificou como "extremamente infeliz" a declaração do senador, que afirmou que, se eleito, indicaria o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal, para ocupar o Ministério das Relações Exteriores.
"Vejo que nós precisamos de um Itamaraty profissionalizado. Achei extremamente infeliz a declaração do pré-candidato ao afirmar que o irmão dele, o Eduardo, seria ministro das Relações Exteriores. Mais uma vez, eu gosto de gente que tem carreira, que tem competência", disse o ex-governador.
Zema também direcionou críticas a Eduardo, que vive nos Estados Unidos, ao comentar a relação do país governado por Donald Trump com o Brasil. "Muita coisa foi prejudicada nesses últimos anos. Inclusive, eu acho que até a ação do irmão do pré-candidato [Eduardo] contribuiu para aquela retaliação", declarou.
O ex-governador, que até então era próximo de Flávio, tem se desvinculado da imagem do senador. No último dia 13 de maio, após a revelação de uma troca de mensagens entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Zema classificou a atitude como "imperdoável" e, desde então, o racha se intensificou.
Antes do atrito com Flávio, Zema já havia protagonizado alfinetadas contra Eduardo Bolsonaro. No ano passado, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o então governador de Minas atribuiu o "tarifaço" promovido pela Casa Branca à responsabilidade do presidente Lula (PT), mas também criticou o posicionamento do ex-deputado, acusado de ter influenciado negativamente as relações entre Brasil e Estados Unidos.





