A multinacional catarinense WEG, também conhecida como ‘fábrica de bilionários’, inaugurou nova unidade produtora de tintas e dois centros de distribuição nos Estados Unidos. O objetivo é aumentar participação no mercado americano nesse segmento em que oferece produtos de ponta.
A nova fábrica fica em Manitowoc, no estado de Wisconsin, onde também foi inaugurado um centro de distribuição. Além disso, a empresa está abrindo um novo centro de distribuição de tintas e outros itens em Duluth, no estado da Georgia, para ser um Hub de distribuição no país.
A WEG informa que a nova fábrica vai produzir tintas com as tecnologias da Heresite Protective Coatings, empresa dos EUA especializada em revestimentos industriais para ambientes severos. Essa companhia foi adquirida pela WEG em 2025. Essas tintas especiais são usadas para revestir HVAC, óleo & gás e tratamento de águas. São produtos de longa duração que requerem tecnologias diferenciadas. O valor desses investimentos não foi revelado pela companhia.
– Esses investimentos representam um passo importante para o crescimento sustentável do nosso negócio de tintas na América do Norte. Ao combinar produção local, tecnologia especializada e uma logística mais eficiente, ampliamos nossa capacidade de atender diferentes setores industriais com soluções de alta performance – explica Rafael Guerreiro Torezan, diretor superintendente da WEG Tintas.
A inauguração da fábrica de tintas e de dois centros de distribuição acontece dias depois de executivos da companhia participarem de diversos eventos na Brazilian Week, em Nova York (de 11 a 14 de maio), quando informaram sobre ampliação de investimentos no país.
O vice-presidente de Sustentabilidade e Relações Institucionais da WEG, Daniel Godinho, que participou do Industry Day, promovido pela Confederação Nacional da Indústria em Nova York, disse no evento que a companhia está ampliando investimentos nos Estados Unidos.
– O mercado dos Estados Unidos está demandando cada vez mais energia. A infraestrutura de energia é cada vez mais fundamental no contexto de minerais críticos, no contexto de demanda, especialmente demanda por inteligência artificial e data centers – afirmou Daniel Godinho, sobre demandas especiais do momento.
Outro ponto destacado por ele é que os produtos fabricados pela empresa no Brasil complementam a oferta de produtos feitos nos EUA para atender o mercado americano.
A interdependência de produtos entre os dois mercados teria como cenário ideal uma taxação menor, mas mesmo empresas gigantes e fortes nos EUA como a WEG e a Embraer enfrentam a taxa de 10% para vender ao mercado americano.





