• Sábado, 24 de janeiro de 2026

Vilões da inflação: veja o que puxou o IPCA-15 para cima em novembro

Despesas com hospedagem tiveram alta de 4,18% e pacote turístico de 3,9%. Prévia da inflação para novembro foi de 0,2%

As despesas pessoais puxaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de novembro para cima. Este grupo teve elevação de 0,85%. O , conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (26/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (). Só o grupo despesas pessoais, com a alta de 0,85% nos preços, foi responsável 0,09 pontos do -15 de novembro. Ou seja, respondeu por quase metade do índice. O IPCA-15 O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como uma prévia do IPCA. O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia. A próxima divulgação, referente a dezembro, será feita em 23 de dezembro. Destaques no IPCA-15 de outubro. Dentro do grupo de despesas pessoais se destacaram as altas em hospedagem, com 4,18%, e pacote turístico, com 3,9%. O segundo grupo com maior elevação nos preços foi o de saúde e cuidados pessoais, com 0,29%. Neste caso, os planos de saúde pesaram no bolso, com elevação de 0,5%. O grupo dos transportes também foi um dos vilões da inflação, com alta de 0,22%. Neste caso, o subitem passagens aéras subiu 11,87%. Se não fosse a queda no preço dos combustíveis (0,46%), o grupo teria tido uma alta ainda maior. Em relação aos combustíveis, o gás veicular teve alta de 0,2%, mas foram registradas quedas nos preços de etanol (0,54%), gasolina (0,48%) e óleo diesel (0,07%). Resultado de novembro Com a alta de 0,2% em novembro, no acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,5%, abaixo dos 4,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, acumula alta de 4,15%. Em novembro de 2024, o IPCA-15 foi de 0,62%. Já em outubro, o mês passado, a alta foi de 0,18%. O centro da meta de inflação é de 3%, mas há uma tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Com isto, é aceitável um índice de 1,5% a 4,5%. Segundo o instituto, apresentaram queda, puxando o índice para baixo os grupos de artigos de residência (0,2%) e comunicação (0,19%). Confira a variação dos grupos: Alimentação e bebidas: 0,09%; Habitação: 0,09%; Artigos de residência: -0,2%; Vestuário: 0,19%; Transportes: 0,22%; Saúde e cuidados pessoais: 0,29%; Despesas pessoais: 0,85%; Educação: 0,05%; Comunicação: -0,19%;  
Por: Metrópoles

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