O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saed Khatibzadeh, afirmou, nesse sábado (18), que os Estados Unidos não podem "impor sua vontade" e bloquear o Estreito de Ormuz.
"Os americanos não podem impor a sua vontade e cercar o Irã enquanto o Irã, com boas intenções, tenta facilitar a passagem segura pelo Estreito de Ormuz", afirmou Saed Khatibzadeh a jornalistas, à margem de um fórum diplomático em Antália, na Turquia.
Ele acrescentou que não há data marcada para a próxima rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos, cujo presidente, afirmou, "tuíta e fala muito".
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que o Estreito de Ormuz foi fechado novamente, devido aos "atos de pirataria" dos Estados Unidos.
O ato mencionado pela Guarda é o bloqueio contínuo dos portos iranianos, ação que os EUA informaram que não vão parar, mesmo com a reabertura da principal rota marítima do mundo. Vale lembrar que o governo iraniano já havia ameaçado fechar a rota marítima caso os EUA não parassem com o bloqueio.
O comando militar conjunto da Guarda Revolucionária afirmou que os EUA "continuaram com atos de pirataria e roubo marítimo sob o pretexto de um suposto bloqueio".
O Irã anunciou, na tarde dessa sexta-feira (17), que o Estreito de Ormuz estava totalmente liberado para todas as embarcações comerciais. A decisão foi tomada após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano.
Instantes depois, Trump celebrou a reabertura e agradeceu ao Irã, mas afirmou que o bloqueio naval seguia ativo até que as negociações fossem concluídas.
"O Estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para negócios e navegação irrestrita, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas", publicou no Truth Social.
"Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada", acrescentou.
*Com AFP





