• Sábado, 7 de março de 2026

Viana nega que CPI vazou dados sigilosos envolvendo STF

Presidente da comissão afirmou que colegiado atuou dentro dos limites legais após Moraes pedir explicações sobre vazamentos.

O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou nesta 6ª feira (6.mar.2026) que o colegiado tenha divulgado material sigiloso envolvendo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A declaração no X veio depois de o ministro Alexandre de Moraes afirmar que dados telemáticos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foram enviados à imprensa pela comissão. Ele também negou ter recebido mensagens do banqueiro no dia em que ele foi preso, em novembro de 2025.

Em seu perfil nas redes sociais, Viana afirmou que o colegiado sempre atuou “dentro dos limites legais e regimentais”. Defendeu que é necessário identificar com precisão a origem de arquivos vazados antes de atribuir responsabilidade à CPMI.

“Antes de atribuir essa responsabilidade ao Parlamento, é preciso identificar com precisão a origem desses documentos”, afirmou o senador.

Já sobre a decisão do ministro do STF André Mendonça, que determina a abertura de um inquérito para investigar o vazamento das informações do celular do fundador do Banco Master, Viana afirmou que recebe a medida com “serenidade e respeito institucional”.

Na decisão, o ministro disse que o compartilhamento da quebra de sigilo não autoriza o vazamento das informações por integrantes da CPMI. “Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo”, declarou o magistrado.

Por: Poder360

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