
Viabilidade econômica da criação de jumentos no Semiárido Nordestino
A espécie é altamente adaptada e com histórico produtivo milenar
A espécie é altamente adaptada e com histórico produtivo milenar; o jumento é uma das primeiras espécies domesticadas pela humanidade Por Alex Bastos – Assim como o bovino Nelore, originário da Índia, encontrou nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul condições ideais para seu pleno desenvolvimento, e o búfalo se adaptou plenamente à Ilha de Marajó, o Jumento Nordestino, trazido da África, estabeleceu no Semiárido do Nordeste brasileiro uma relação de adaptação tão eficiente que o bioma passou a se confundir com seu ambiente de origem. Trata-se de uma simbiose produtiva: uma relação funcional, harmônica e altamente eficiente entre a espécie e o território, resultado da combinação entre rusticidade, adaptação fisiológica e potencial econômico. O jumento (Equus asinus) é uma das primeiras espécies domesticadas pela humanidade e integra as sociedades humanas há mais de 5 mil anos, com contribuições históricas no trabalho agrícola, transporte, tração e, mais recentemente, na produção de leite, carne e colágeno, segmentos que vêm despertando crescente interesse no mercado internacional. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});A espécie apresenta elevada adaptação térmica, eficiente aproveitamento da matéria seca e reduzida exigência hídrica, o que permite boa manutenção corporal em regiões áridas e semiáridas, mesmo com alimentação de baixa qualidade, suplementação mínima e menor ingestão de água. Jumentos e camelos figuram entre as espécies mais aptas a enfrentar longos períodos de seca quando comparadas a outros tipos de gado. ![Jumentos pastando em fazenda na Bahia]()
Foto: Divulgação Evidências científicas e oportunidade econômica para o Brasil Experimentos conduzidos pela Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) comprovam, na prática, a viabilidade econômica da asininocultura no Nordeste. Segundo Jorge Lucena, zootecnista, professor associado e coordenador da pós-graduação da instituição, os estudos demonstraram que os jumentos atingiram 100 quilos de peso vivo aos oito meses de idade, logo após o desmame, alimentando-se exclusivamente de pastagens naturais e leite materno. Os resultados evidenciam um sistema produtivo de baixo custo, alta eficiência biológica e plena adequação às condições do semiárido, consolidando a criação de jumentos como uma alternativa sustentável para o agronegócio regional. Diante desse cenário, o Brasil reúne condições técnicas e ambientais para se posicionar como player estratégico no fornecimento de proteína e colágeno asinino, especialmente para os mercados asiáticos, onde esses produtos apresentam alta demanda e valor agregado, abrindo novas frentes de geração de renda, emprego e desenvolvimento econômico no semiárido nordestino. Jumento, o “herói do sertão”, está dando a volta por cima A falsa extinção dos jumentos no Brasil Alex Bastos é Zootecnista

Por: Redação





