Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (26), na Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) utilizou a tribuna para manifestar preocupação com os dados divulgados esse semana pelo IBGE, que apontam um crescimento alarmante no uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes no Brasil.
Segundo a parlamentar, o número de jovens entre 13 e 17 anos que utilizam o chamado “vape” quase dobrou nos últimos anos, com maior incidência entre meninas. Outro dado que chama atenção é a concentração desses casos na rede pública de ensino, o que, segundo ela, exige uma reflexão urgente e ações mais efetivas.
A vereadora destacou a relação entre o uso de cigarros eletrônicos e o agravamento da saúde mental dos adolescentes, incluindo quadros de ansiedade, depressão e outros transtornos. Ela também associou o problema ao aumento de casos de violência nas escolas, automutilação e bullying.
Michelly ainda chamou atenção para o impacto do comércio ilegal desses produtos, que movimenta bilhões de reais por ano no país, mesmo com a proibição da venda, especialmente para menores de idade.
Diante do cenário, a parlamentar reforçou a importância de fortalecer a fiscalização e endurecer as punições, além de envolver escolas e famílias no enfrentamento do problema.
“Precisamos agir com urgência. Como pais, educadores e representantes públicos, temos a responsabilidade de proteger nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
A vereadora também informou que está apresentando um projeto voltado ao enfrentamento dessa questão nas escolas de Cuiabá e fez um apelo para que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos, acompanhando de perto sua rotina e possíveis influências.
Principais dados (PeNSE/ IBGE)
• 2019: 16,3% dos adolescentes (13 a 17 anos) já haviam experimentado vape;
• 2024: 29% dos adolescentes já experimentaram;
• Crescimento quase em dobro na população jovem;
• Proporção atual: cerca de 1 em cada 3 jovens.
Perfil do Uso
• Mais comum entre meninas;
• Maior incidência em estudantes da rede pública;
• Crescimento em todo o Brasil;
• Regiões com maiores índices:
Centro-Oeste e Sul
Riscos à Saúde
Especialistas alertam:
• Dependência rápida de nicotina;
• Pode ser porta de entrada para outros vícios;
• Impactos no cérebro em desenvolvimento;
- Atenção, memória e controle emocional;
• Aumento de riscos de ansiedade e
depressão.





