• Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Trump avalia usar Forças Armadas para anexar a Groenlândia

Presidente dos EUA afirma que a aquisição do território é uma questão de segurança nacional e trata o caso como prioridade.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e seus assessores estão discutindo alternativas para anexar a Groenlândia, território autônomo que pertence à Dinamarca. 

A informação foi confirmada pela Casa Branca em um comunicado divulgado nesta 3ª feira (6.jan.2026). Na nota, o governo norte-americano afirma que considera usar as Forças Armadas do país para a adquirir o território. 

“O presidente e sua equipe estão debatendo várias opções para alcançar esse importante objetivo para a política externa e, obviamente, recorrer ao Exército americano é sempre uma opção à disposição do comandante-chefe”, afirma o comunicado. 

A nota acrescenta ainda que o interesse dos EUA na região é estratégico para a defesa do país: “O presidente Trump deixou bem claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos, e é vital para deter nossos adversários na região do Ártico”. 

Trump vem defendendo a anexação da Groenlândia desde que voltou ao poder, em janeiro de 2025. O republicano afirma que a aquisição é uma questão de “segurança nacional”.

Além da posição geográfica estratégica, a região possui abundância de recursos naturais ainda inexplorados, como hidrocarbonetos e terras raras. O território também está localizado na rota marítima mais curta da América do Norte para a Europa. 

A ilha já desempenha papel vital na defesa dos EUA. Washington tem posicionada na região a Base Espacial Pituffik, instalação mais ao norte do Exército norte-americano. A estrutura opera um centro de alerta do sistema antimísseis dos EUA. 

O presidente norte-americano voltou a defender a anexação do território no domingo (4.jan): “Precisamos da Gronelândia para uma situação de segurança nacional e a Dinamarca não é capaz de fazer isso”, disse a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One. “É tão estratégico. Neste momento, a Groenlândia está coberta de navios russos e chineses por todo o lado”, acrescentou. 

A declaração foi feita no dia seguinte à operação norte-americana que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).

Governantes da Groenlândia e da Dinamarca se manifestaram contra as declarações de Trump. A premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que um ataque dos EUA à região poderia significar o fim da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar e política de países da América do Norte e Europa. 

“Não se pode anexar outro país, nem mesmo com um argumento de segurança internacional. A Groenlândia pertence aos groenlandeses”, declarou Frederiksen em comunicado conjunto com o primeiro-ministro da Groenlândia.

Nesta 3ª feira (6.jan), líderes europeus divulgaram um comunicado conjunto afirmando que a região “pertence ao seu povo” e que só Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território. No documento, os europeus afirmam que a Groenlândia integra a Otan. Leia a íntegra (PDF – 176 KB).

“A Otan deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade e os aliados europeus estão intensificando seus esforços. Nós e muitos outros aliados aumentamos nossa presença, atividades e investimentos para manter o Ártico seguro e dissuadir adversários. O Reino da Dinamarca –incluindo a Groenlândia –faz parte da Otan”, diz a nota assinada pelos chefes de Estado de França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Dinamarca, Polônia e Espanha. 

Por: Poder360

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