Na série , é uma das presas mais conhecidas, mas nem mesmo ela escapa das regras não escritas da cadeia. Entre as detentas de maior influência está Cássia, que inicialmente teve atrito com Jatobá, mas acabou assumindo o papel de “segurança” da colega, garantindo proteção e favorecendo a hierarquia interna da penitenciária.
Cássia é apresentada na trama como uma mulher pragmática, manipuladora e com autoridade dentro da prisão, que protege outras presas em troca de favores.
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A série não revela a identidade real dela, mas tudo indica que Cássia seja inspirada em Regina Aparecida Costa. Ela é apontada como uma das presas “ilustres” de Tremembé e foi condenada a 20 anos por explorar sexualmente a própria filha, de 11 anos, em Monte Aprazível, no interior de São Paulo.
Trechos do livro Tremembé, de , revelam que Regina obrigava a menina a manter relações sexuais com homens adultos dentro da própria casa. A primeira dessas relações foi com o namorado dela, o pedreiro Marco Marques de Souza, de 24 anos, apelidado de Trem. A mãe fechou um acordo para receber R$ 50 a cada sessão de sexo do rapaz com a filha dela.

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1 de 6 Cássia foi condenada por explorar sexualmente a filha Foto: Reprodução/Prime Video
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2 de 6 Marina Ruy Barbosa como Suzane von Richthofen em Tremembé Divulgação/Prime video
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3 de 6 Letícia Rodrigues (Sandrão), Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em Tremembé Divulgação/Prime Vídeo
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4 de 6 Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen), Letícia Rodrigues (Sandrão) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em Tremembé Divulgação/Prime Vídeo
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5 de 6 Marina Ruy Barbosa, Leticia Rodrigues e Carol Garcia em Tremembé Divulgação/Prime video
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6 de 6 Carol Garcia interpreta Elize Matsunaga em Tremembé. Inicialmente condenada a 16 anos e onze meses de prisão pelo assassinato de seu então marido, Marcos Matsunaga, em 2012, Elize teve sua pena reduziada a 16 anos e três meses Divulgação/Prime Video
Depois, ela começou a “agenciar” a filha para outros homens. Na época da colheita em canaviais, chegou à cidade um ônibus com dezenas de colonos para trabalhar nas plantações das redondezas e ela levou a criança até o local para ter relações sexuais com os homens, porém, a menina conseguiu fugir e entregou Regina ao Conselho Tutelar.
Na delegacia, a denúncia se consolidou com exames médicos, estudo psicossocial, depoimentos de vizinhos e de assistentes sociais. Regina, em juízo, alegou que prostituía a filha porque estava na miséria.
Regina e o namorado foram condenados pelos crimes de estupro de vulnerável, concurso de pessoas e crime continuado com agravante por envolver criança.