• Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Tatuagem exige técnica, segurança e escolha consciente, afirma tatuador Zike em entrevista ao Crispim Neto

Especialista destaca avanços tecnológicos, protocolos de segurança e a importância da escolha responsável ao marcar a pele de forma definitiva.

A tatuagem deixou de ser apenas uma manifestação estética e passou a ocupar espaço consolidado no mercado artístico e profissional. O tema foi destaque em entrevista concedida ao jornalista Crispim Neto, no programa Crispim Neto, o programa da família mato-grossense, exibido na TV Band Mato Grosso (canal 15.1 HD).

O convidado foi o tatuador Luiz Moreno, conhecido como Zike, profissional com oito anos de atuação no segmento e referência em Cuiabá no estilo blackwork e fine line.

Durante a entrevista, Zike destacou que o setor evoluiu significativamente nos últimos anos, tanto em tecnologia quanto em protocolos de segurança e especialização.

Profissionalização do mercado

Segundo o tatuador, o estúdio hoje deve funcionar como uma empresa formalizada, com alvará de funcionamento, alvará sanitário e descarte adequado de resíduos infectantes, semelhante ao padrão hospitalar.

Ele alertou que o cliente deve observar se o material utilizado é descartável e aberto na sua frente, além de verificar as condições de higiene do ambiente.

“A tatuagem é um procedimento que perfura a pele. Exige responsabilidade técnica e sanitária”, afirmou.

Mitos e verdades

Entre os pontos esclarecidos na entrevista, estão dúvidas frequentes do público:

  • Tatuagem desbota? Há perda parcial de pigmentação durante a cicatrização, podendo chegar a cerca de 20%, mas o cuidado adequado preserva o resultado.

  • Tatuagem colorida desbota mais que a preta? A percepção de desbotamento é maior nas cores, especialmente em regiões de forte exposição solar, como Mato Grosso.

  • Pele negra pode receber tinta clara? Pode, desde que o profissional domine a técnica adequada para esse tipo de pele.

  • É possível doar sangue após tatuar? Sim, respeitando o prazo mínimo exigido pelos hemocentros, geralmente de seis meses, e desde que o estúdio seja regularizado.

O profissional também fez alerta quanto ao uso indiscriminado de pomadas anestésicas. Segundo ele, o uso sem orientação pode provocar reações alérgicas e comprometer a cicatrização.

Cuidados no pós-procedimento

Zike reforçou que muitos problemas na tatuagem não estão na execução, mas nos cuidados posteriores. Entre as recomendações estão:

  • Evitar exposição ao sol por pelo menos 15 dias;

  • Não frequentar piscina, rio ou locais com risco de contaminação durante a cicatrização;

  • Manter hidratação adequada da pele;

  • Evitar excesso de álcool e alimentação inflamatória nos primeiros dias.

O processo completo de cicatrização pode levar cerca de 30 dias, sendo o primeiro mês essencial para a fixação da tinta.

Escolha consciente

Um dos pontos centrais da entrevista foi a importância da decisão consciente. Para quem deseja fazer a primeira tatuagem, o conselho é buscar um desenho atemporal e conversar previamente com o profissional.

“Tatuagem barata pode sair cara”, destacou o tatuador, ao explicar que coberturas e correções costumam ter custo maior que o procedimento inicial.

Ele também orienta cautela na escolha de nomes de relacionamentos, ressaltando que decisões impulsivas são as principais responsáveis por arrependimentos futuros.

Tendências e tecnologia

Entre os estilos em alta estão o blackwork, fine line, realismo e trabalhos com influência geek e anime. Zike afirmou ainda que a inteligência artificial já auxilia no processo criativo, servindo como ferramenta de referência, mas não substitui o traço manual do artista.

“A mão do tatuador continua sendo o diferencial”, concluiu.

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Por: Redação

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