A tatuagem deixou de ser apenas uma manifestação estética e passou a ocupar espaço consolidado no mercado artístico e profissional. O tema foi destaque em entrevista concedida ao jornalista Crispim Neto, no programa Crispim Neto, o programa da família mato-grossense, exibido na TV Band Mato Grosso (canal 15.1 HD).
O convidado foi o tatuador Luiz Moreno, conhecido como Zike, profissional com oito anos de atuação no segmento e referência em Cuiabá no estilo blackwork e fine line.
Durante a entrevista, Zike destacou que o setor evoluiu significativamente nos últimos anos, tanto em tecnologia quanto em protocolos de segurança e especialização.

Profissionalização do mercado
Segundo o tatuador, o estúdio hoje deve funcionar como uma empresa formalizada, com alvará de funcionamento, alvará sanitário e descarte adequado de resíduos infectantes, semelhante ao padrão hospitalar.
Ele alertou que o cliente deve observar se o material utilizado é descartável e aberto na sua frente, além de verificar as condições de higiene do ambiente.
“A tatuagem é um procedimento que perfura a pele. Exige responsabilidade técnica e sanitária”, afirmou.
Mitos e verdades
Entre os pontos esclarecidos na entrevista, estão dúvidas frequentes do público:
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Tatuagem desbota? Há perda parcial de pigmentação durante a cicatrização, podendo chegar a cerca de 20%, mas o cuidado adequado preserva o resultado.
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Tatuagem colorida desbota mais que a preta? A percepção de desbotamento é maior nas cores, especialmente em regiões de forte exposição solar, como Mato Grosso.
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Pele negra pode receber tinta clara? Pode, desde que o profissional domine a técnica adequada para esse tipo de pele.
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É possível doar sangue após tatuar? Sim, respeitando o prazo mínimo exigido pelos hemocentros, geralmente de seis meses, e desde que o estúdio seja regularizado.
O profissional também fez alerta quanto ao uso indiscriminado de pomadas anestésicas. Segundo ele, o uso sem orientação pode provocar reações alérgicas e comprometer a cicatrização.
Cuidados no pós-procedimento
Zike reforçou que muitos problemas na tatuagem não estão na execução, mas nos cuidados posteriores. Entre as recomendações estão:
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Evitar exposição ao sol por pelo menos 15 dias;
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Não frequentar piscina, rio ou locais com risco de contaminação durante a cicatrização;
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Manter hidratação adequada da pele;
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Evitar excesso de álcool e alimentação inflamatória nos primeiros dias.
O processo completo de cicatrização pode levar cerca de 30 dias, sendo o primeiro mês essencial para a fixação da tinta.
Escolha consciente
Um dos pontos centrais da entrevista foi a importância da decisão consciente. Para quem deseja fazer a primeira tatuagem, o conselho é buscar um desenho atemporal e conversar previamente com o profissional.
“Tatuagem barata pode sair cara”, destacou o tatuador, ao explicar que coberturas e correções costumam ter custo maior que o procedimento inicial.
Ele também orienta cautela na escolha de nomes de relacionamentos, ressaltando que decisões impulsivas são as principais responsáveis por arrependimentos futuros.
Tendências e tecnologia
Entre os estilos em alta estão o blackwork, fine line, realismo e trabalhos com influência geek e anime. Zike afirmou ainda que a inteligência artificial já auxilia no processo criativo, servindo como ferramenta de referência, mas não substitui o traço manual do artista.
“A mão do tatuador continua sendo o diferencial”, concluiu.

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