• Terça-feira, 7 de abril de 2026

Tecnologia inédita mede maciez da carne em 12 segundos; SpecFIT-Meat revoluciona o setor

Equipamento desenvolvido com apoio da Embrapa permite análise e mede maciez da carne de forma não destrutiva, reduz custos e pode transformar a forma como frigoríficos e consumidores avaliam a carne

Equipamento desenvolvido com apoio da Embrapa permite análise e mede maciez da carne de forma não destrutiva, reduz custos e pode transformar a forma como frigoríficos e consumidores avaliam a carne A busca por mais eficiência, padronização e transparência na cadeia da carne bovina acaba de ganhar um novo aliado tecnológico. Um equipamento inovador, capaz de medir a maciez da carne em apenas 12 segundos — sem necessidade de cortar ou destruir a amostra — surge como uma solução promissora para frigoríficos, varejo e até consumidores finais. A tecnologia, chamada SpecFIT-Meat, foi desenvolvida pela startup Fine Instrument Technology (FIT) em parceria com a Embrapa Instrumentação e será apresentada durante a Anuga Select Brazil, em São Paulo. O equipamento utiliza ressonância magnética nuclear (RMN) para avaliar a qualidade da carne de forma não invasiva, trazendo ganhos relevantes em produtividade e precisão.
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  • Como funciona a nova tecnologia que mede a maciez da carne bovina Diferente dos métodos tradicionais — que exigem cozimento e destruição da amostra para análise — o novo sistema permite avaliar peças inteiras, inclusive já embaladas a vácuo, sem qualquer dano ao produto. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Isso representa uma mudança significativa para a indústria, já que elimina:
  • Desperdício de matéria-prima
  • Risco de contaminação
  • Geração de resíduos
  • Além disso, o tempo de análise é drasticamente reduzido. Enquanto métodos convencionais podem levar horas ou dias, o novo equipamento entrega resultados em segundos . Impacto direto na indústria frigorífica Um dos pontos mais relevantes da inovação está na otimização do processo de maturação da carne, etapa fundamental para garantir maciez e qualidade. Hoje, carnes podem permanecer até 28 dias em câmaras frias para atingir o ponto ideal. Com a nova tecnologia, será possível monitorar, em tempo real, as reações enzimáticas responsáveis pela quebra das proteínas — fator diretamente ligado à maciez. Na prática, isso permite:
  • Reduzir o tempo de maturação
  • Diminuir custos operacionais
  • Ajustar o processo conforme raça, idade e tipo de corte
  • Esse nível de controle pode elevar o padrão da carne brasileira, especialmente em um cenário de crescente exigência dos mercados internacionais. Outro ponto estratégico destacado pelos desenvolvedores é o impacto sobre a percepção da carne zebuína. Tradicionalmente associada a cortes mais duros, essa categoria pode passar por uma revalorização baseada em dados técnicos. Com a tecnologia, será possível identificar e certificar cortes macios provenientes de animais zebuínos, ajudando a quebrar preconceitos históricos e ampliar o valor agregado desses produtos no mercado . Mais transparência para o consumidor final A inovação também pode chegar diretamente ao consumidor. A expectativa é que, em breve, cortes de carne possam ser vendidos com informações precisas sobre o nível de maciez, semelhante ao que já ocorre com marmoreio e classificação de qualidade em mercados mais desenvolvidos. Segundo os desenvolvedores, isso representa uma nova fase no varejo:
  • Maior confiança na compra
  • Padronização da experiência de consumo
  • Diferenciação para carnes premium
  • Esse avanço atende a uma tendência global de rastreabilidade e transparência, especialmente diante das exigências de mercados internacionais e regulamentações como a EUDR. Vale destacar que essa não é a primeira inovação da parceria entre a FIT e a Embrapa Instrumentação. Em 2022, já havia sido lançado um equipamento capaz de medir teores de óleo e proteína na soja sem destruição da amostra, mostrando o potencial da tecnologia para diferentes cadeias do agronegócio . A introdução de tecnologias como o SpecFIT-Meat reforça um movimento cada vez mais evidente: o agro brasileiro está migrando para uma fase de inteligência de dados aplicada à qualidade do produto. Mais do que produzir volume, o setor passa a focar em:
  • Padronização
  • Eficiência industrial
  • Atendimento a mercados premium
  • Agregação de valor
  • Para o Brasil, líder global na exportação de carne bovina, isso pode representar ganhos estratégicos de competitividade, especialmente diante da pressão por sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade.
    Por: Redação

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