O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu congelar o andamento do processo sobre o caso Master até que a Corte receba os resultados das investigações conduzidas pelo BC (Banco Central), pela CGU (Controladoria Geral da República) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Leia a íntegra da decisão (PDF – 151 kB).
O ministro Jhonathan de Jesus, relator do processo que investiga a liquidação do Master na Corte de Contas, decidiu nesta 3ª feira (24.mar.2026) que não pautará a análise do caso até que sejam esclarecidos 3 pontos:
A ação sobre o Master que corre no TCU analisa a atuação do BC na liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro. Com a decisão, o relator Jhonathan de Jesus paralisa o andamento da análise do relatório elaborado pela Audbancos (Unidade Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros), área técnica da Corte de Contas que apura os procedimentos usados pela autoridade monetária para encerrar as atividades do Master.
O ministro havia estipulado um limite de 40 dias para analisar o relatório e levar seu voto ao plenário. O prazo venceria entre o fim de março e o início de abril, mas agora não tem mais data definida.
Na decisão desta 3ª feira, Jhonathan de Jesus também pede a reavaliação do grau de sigilo do caso. Em 11 de fevereiro, a própria Corte elevou o nível de confidencialidade do processo ao máximo, com o objetivo de evitar vazamentos. A medida teve o aval do BC.
Agora, o ministro pede à área técnica do Tribunal que reveja o grau do sigilo, o que pode levar a “a eventual decisão de levantamento total ou parcial”. Pelo despacho de Jhonathan de Jesus, o BC deve apontar especificamente quais informações devem permanecer sob restrição de acesso e quais documentos podem ser divulgados publicamente.
A decisão vem depois de forte pressão do Congresso, que, por meio da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, levantou nesta 3ª feira o sigilo imposto às auditorias do TCU a respeito da liquidação do Banco Master.
“Nós estamos retirando o sigilo e deixaremos o sigilo apenas para aquilo que for sigiloso na forma da lei, e não para a auditoria do Tribunal de Contas sobre o Banco Central, que é uma auditoria que a sociedade tem total interesse em conhecer. Não sei por que o próprio Tribunal decreta sigilo sobre o próprio tribunal e sobre uma auditoria que ele próprio fez”, disse o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE.





