• Sexta-feira, 27 de março de 2026

SUS vai oferecer medicamento de R$ 27.000 contra câncer

Ministério da Saúde fecha acordo com Instituto Butantan para fabricar pembrolizumabe que auxilia no tratamento de mais de 30 tipos da doença

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na 5ª feira (26.mar.2026) que o Ministério, em parceria com o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil vai fabricar nacionalmente o pembrolizumabe, medicamento imunoterápico usado no tratamento de 39 tipos de câncer. O objetivo é reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde. O custo de cada frasco do medicamento na rede privada chega a aproximadamente R$ 27.000.

A divulgação ocorreu durante o evento “Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde”, realizado no Rio de Janeiro. O encontro contou com a participação de 20 países e instituições brasileiras de saúde.

Atualmente, o SUS disponibiliza o pembrolizumabe exclusivamente para melanoma, o tipo mais letal de câncer de pele.  Pacientes que não têm diagnóstico de melanoma conseguem acesso ao tratamento pelo SUS apenas por meio de solicitação direta feita pela Secretaria de Saúde local. A alternativa é através de ação judicial.

No setor privado, o medicamento, comercializado como Keytruda, custa quase R$30.000. A produção no Brasil busca diminuir esse valor e tornar o tratamento acessível a milhares de pacientes oncológicos que dependem do SUS.

A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), responsável pela recomendação das disponibilização do medicamento no Brasil, realizará nova reunião para avaliar a ampliação do uso do pembrolizumabe no SUS. A expectativa é que o medicamento seja aprovado para tratamento de outros 4 tipos de câncer: esôfago, colo de útero, pulmão e mama triplo negativo. A votação está agendada para os dias 8 e 9 de abril.

A parceria envolve o Ministério da Saúde, responsável pela política pública, o Instituto Butantan, que receberá a tecnologia de produção, e a MSD Brasil, farmacêutica detentora da tecnologia do medicamento. Os beneficiários diretos serão os pacientes oncológicos atendidos pelo SUS.

Por: Poder360

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