• Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Sobrinho de Dilma pede prisão de Nikolas por defender intervenção dos EUA

Pedro Rousseff diz que o deputado pede ação militar norte-americana para "tomar o poder" no Brasil.

O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), disse na 2ª feira (5.jan.2026) que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) precisa ser “cassado e preso” por defender uma intervenção externa no Brasil. 

Em post no X, Rousseff publicou um vídeo no qual Nikolas responde a uma pergunta sobre uma eventual intervenção dos Estados Unidos no Brasil. Ele foi questionado se criminosos deveriam pagar por seus crimes pela Justiça ou por meio de uma intervenção externa. “Pode ser por uma intervenção externa também. Agora direito internacional penal não existe mais”, declarou o congressista.

“Nikolas Ferreira acaba de pedir uma intervenção militar dos EUA no Brasil, com objetivo de tomar o poder. Isso é extremamente grave: Esse chupeta precisa ser cassado e preso urgentemente”, escreveu o vereador.

Essa não é a 1ª vez que Nikolas sugere uma intervenção dos EUA no Brasil desde que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) realizou  uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e de sua mulher, Cilia Flores.

No sábado (3.jan), por exemplo, o congressista publicou no X uma montagem em que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece sendo preso por agentes norte-americanos. 

O ex-presidente do Psol Juliano Medeiros e o deputado Ivan Valente (Psol-SP) acionaram, na 2ª feira (5.jan), a PGR (Procuradoria Geral da República) por causa da publicação.

Medeiros disse que nenhum congressista “está protegido pela imunidade do cargo quando se trata de sugerir o sequestro do presidente do Brasil e uma invasão estrangeira”.

Trump anunciou no sábado (3.jan), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou Maduro e Cilia Flores.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que o presidente dos EUA ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeiros, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.

Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.

Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso norte-americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.

No início da tarde de sábado (3.jan), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.

Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.

Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.

A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.

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Por: Poder360

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