• Sexta-feira, 20 de março de 2026

Skaf diz que "não é hora da 6x1" e debate deve ficar para 2027

Presidente da Fiesp pede cautela para evitar "contaminação eleitoral" e fala em queda na produtividade do país. Leia mais no Poder360.

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, disse ser contra a aprovação imediata do fim da escala 6 X 1. O líder empresarial defendeu que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho não deve se dar sob a pressão do calendário eleitoral e alertou que a medida pode ser um “convite à informalidade”.

Skaf disse que “não é hora da 6 X 1” e defendeu que a discussão seja adiada para o próximo ciclo de governo. Segundo ele, mudanças dessa natureza exigem “muita serenidade” e não devem ser feitas sob influência do ambiente político.

Skaf argumenta que uma mudança constitucional na jornada de trabalho desconsidera as particularidades de cada setor, como saúde, agricultura e comércio. O empresário argumenta que a redução da jornada pode prejudicar a produtividade e elevar custos. Ele também criticou a ideia de manter salários com menos horas de trabalho. “Querer ganhar o mesmo trabalhando menos é como chamar mais gente para o churrasco sem comprar mais carne”, disse Skaf durante entrevista à Veja, publicada nesta 6ª feira (20.mar.2026).

Segundo o empresário, endurecer regras trabalhistas pode levar trabalhadores e empresas a migrarem para a informalidade. Skaf destacou que o Brasil já possui um contingente de 44 milhões de pessoas na informalidade ou em trabalhos esporádicos. “Reduzir as horas trabalhadas nem sempre beneficia as pessoas no final, as pessoas acabam operando fora da lei”, disse.

Além da pauta trabalhista, Skaf criticou a política de juros elevados no país, afirmando que os níveis atuais dificultam investimentos e pressionam empresas. Para ele, o cenário econômico exige uma agenda voltada à inovação e à produtividade.

Ao comentar o cenário político, o empresário sinalizou preferência por uma agenda liberal nas próximas eleições. “Vou torcer para que a visão liberal ganhe e tenhamos um novo governo no ano que vem”, concluiu.

Por: Poder360

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