• Quinta-feira, 19 de março de 2026

Situação econômica é boa, mas percepção da sociedade não é, diz Lula

Durante evento que anunciou pré-candidatura de Haddad ao governo de SP, presidente disse ser necessário "fazer mais" e "olhar para a política".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 5ª feira (19.mar.2026) que a situação da economia brasileira é boa, mas que há um problema quanto à percepção da sociedade. As declarações foram dadas durante um ato no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP), que oficializou a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.

“Estamos vivendo a era da percepção […] A situação econômica é boa, mas a percepção da sociedade ainda não é boa. Estou dizendo isso com a maior verdade absoluta. Nós temos que fazer mais. E para fazer mais, temos que olhar para a política”, disse.

Lula também citou investimentos de R$ 190 bilhões na indústria automobilística e disse que esses recursos estão “recuperando” o setor, além de haver a atração de empresas para o país. O petista voltou a lamentar a redução de 0,25 ponto percentual da Selic.

“Disse há pouco: estou frustrado com a redução de juros de 0,25% [sic]. Estou muito frustrado. Qual é a explicação? É que a guerra do Trump fez com que o petróleo subisse num patamar muito grande”, declarou.

Segundo Lula, há uma preocupação com o preço dos combustíveis e que órgãos de defesa ao consumidor, a Polícia Federal e a Receita Federal atuam para evitar cobranças abusivas.

“Engraçado aqui no Brasil que a Polícia Federal está na rua hoje, investigando, fazendo conta, a Receita Federal está na rua, o Pronacon [sic] está na rua, está todo mundo na rua pegando qualquer picareta que aumenta o preço sem necessidade de aumentar o preço. Porque a gente não pode permitir que a irresponsabilidade da guerra do Irã cause prejuízo ao povo brasileiro”, disse.

Lula voltou a apelar aos governador para que reduzam o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis e disse que o governo está disposto a “pagar metade” para isso. “Vamos ver se eles vão fazer”, declarou.

Há uma preocupação, em especial, com o preço do diesel e como isso afeta os caminhoneiros, que avaliam realizar greve. “A gente não quer que o prejuízo chegue ao caminhoneiro. A gente quer garantir o caminhoneiro ter o seu frete reajustado porque ele, na verdade, passa a ser vítima disso”, disse Lula.

Por: Poder360

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