• Quinta-feira, 2 de abril de 2026

Site diz ter localizado Martha Graeff, ex de Vorcaro, em Miami

Ela havia sido convocada para depor à CPMI do INSS e à CPI do Crime; defesa alega que ela não foi intimada.

O site A Investigação informou ter localizado Martha Graeff, ex-namorada do empresário Daniel Vorcaro, em Miami, nos Estados Unidos. Apontada como personagem relevante nas apurações sobre o Banco Master, ela havia sido registrada como “não localizada” por comissões do Congresso brasileiro depois de ser convocada a prestar depoimento.

Segundo a reportagem, Graeff foi vista em 26 de março em um restaurante de Miami Beach, acompanhada do pai e de outra familiar. O local fica na região de Collins Avenue, área conhecida pelo alto padrão imobiliário.

O Poder360 procurou a defesa de Graeff para perguntar se gostaria de se manifestar. O advogado Lúcio Constantino afirmou que ela sempre esteve à disposição dos congressistas: “A CPI não intimou, tem que fazer a intimação”.

“Não te intimam e querem que tu pegue um avião, vá para o Brasil para prestar um depoimento e voltar?”, disse o advogado. Constantino declarou também que Graeff é cidadã dos Estados Unidos “há mais de 20 anos”.

Segundo a reportagem de David Agape:

Convocada para depor na CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 23 de março e na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado em 25 de março, Graeff não compareceu a nenhuma das sessões. As comissões informaram que ela “não foi localizada”. A defesa disse ao Poder360 que ela nunca foi intimada.

Graeff é mencionada em investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas envolvendo o Master e pessoas próximas a Vorcaro. Mensagens analisadas pelos investigadores indicam conflitos pessoais e tratativas relacionadas a disputas familiares, incluindo estratégias jurídicas e eventual produção de material contra terceiros.

A defesa da empresária declarou desconhecer bens atribuídos a ela pela investigação e avalia recorrer à Justiça por causa do vazamento de conversas privadas. A convocação para depor foi aprovada no contexto da CPMI que investiga as irregularidades no INSS e possíveis desdobramentos financeiros ligados ao grupo sob apuração.

Por: Poder360

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