Com a negativa do senador Rodrigo Pacheco em disputar o Governo de Minas Gerais, o Partido dos Trabalhadores (PT) já recorreu ao plano B. Presidente da sigla, Edinho Silva se reuniu, nesta segunda-feira (25), com a bancada mineira em Brasília, e o partido definiu que deve encaminhar candidatura própria.
O PT em Minas pode realizar ainda nesta semana reunião da executiva estadual encaminhando candidatura própria. Dentre os nomes cotados, a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) voltou a ser lembrada. Recém-filiada ao Partido dos Trabalhadores, ela é considerada uma agregadora de votos do PT e de Lula que não carrega rejeição própria, já que é novata na política. Ao mesmo tempo, é um nome conhecido por ter comandado a UFMG, tendo feito defesa das pesquisas e da vacina na pandemia, tema que polariza com o bolsonarismo.
A tendência do PT por candidatura própria tem a ver não apenas com a recusa de Pacheco, mas com o fato de outros nomes de centro-esquerda estarem se recusando a levar o PT para o palanque, alegando temor do antipetismo.
Ao lançar um candidato da sigla, o Partido dos Trabalhadores carrega o voto petista e lulista, esvazia outros candidatos que possam ter votos nesse campo e tem chance de ir para o segundo turno com um candidato de direita.
Entre os petistas, muitos são defensores do nome da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que é pré-candidata ao Senado. Ela já disse que não pretende disputar o governo.
Correligionários descartam a possibilidade de Lula intimá-la a disputar o cargo. Como ela tem chances reais, segundo as pesquisas, de ocupar uma cadeira na Casa Alta, o presidente deve mantê-la para o Senado e apoiar a escolha de outro nome interno para o Palácio Tiradentes.





