• Quarta-feira, 25 de março de 2026

Sem maioria, primeira-ministra vence eleição na Dinamarca

Mette Frederiksen depende do partido de centro para iniciar seu 3º mandato à frente do país.

A primeira-ministra Mette Frederiksen (Partido Social-Democrata, centro-esquerda) venceu a eleição parlamentar na Dinamarca, na 3ª feira (24.mar.2026), mas não conseguiu garantir a maioria absoluta. Sua sigla teve 21,9% dos votos –o pior desempenho desde 1901, segundo a BBC.

Agora, o partido de Frederiksen, que governa desde 2019, depende dos Moderados (centro) para iniciar seu 3º mandato à frente do país. A legenda do ministro de Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, alcançou 7,7% dos votos.

O Parlamento dinamarquês tem 179 assentos, designados para os diferentes territórios que integram o país. Para formar o governo, a coalizão de Frederiksen precisava ter conquistado pelo menos 90 cadeiras no Parlamento.

O “bloco vermelho”, que reúne os partidos de esquerda e centro-esquerda, alcançou 84 cadeiras. Já o “bloco azul”, liderado pelo vice-premiê Troels Lund Poulsen (Partido Liberal da Dinamarca, centro-direita), somou 77 cadeiras.

Ambos não alcançaram as cadeiras necessárias e ainda não está claro qual deles conseguirá formar maioria. As negociações para a montagem do novo gabinete devem levar semanas.

“Lamento que não tenhamos obtido mais votos. Eu também esperava um resultado melhor”, declarou a primeira-ministra no Folketing, o Parlamento dinamarquês. “Mas nada hoje me deixa triste pelo fato de os sociais-democratas terem se tornado, mais uma vez, o partido político favorito dos dinamarqueses”, acrescentou.

A decisão de convocar eleições gerais antecipadas foi tomada depois de tensões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em torno da Groenlândia, território autônomo dinamarquês que o republicano deseja adquirir.

Frederiksen buscou capitalizar o bom momento político conquistado ao não ceder à pressão norte-americana.

Na Dinamarca, eleições gerais são realizadas a cada 4 anos no máximo, mas o primeiro-ministro pode convocá-las a qualquer momento. A última eleição foi em 2022, quando o partido de Frederiksen conquistou 28% dos votos. Em seguida, formou uma coligação de centro com outros partidos.

Por: Poder360

Artigos Relacionados: