Em conversa com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na 3ª feira (24.mar.2026), o chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o estreito de Ormuz está aberto para navios de países que não estão envolvidos na guerra do Irã contra a aliança Estados Unidos-Israel. É o caso da China, que se declara “imparcial e objetiva” no confronto e depende da rota marítima para atender sua demanda por petróleo.
A declaração de Araghchi é vaga sobre as embarcações que estariam autorizadas a navegar com segurança pelo estreito, pois além de EUA e Israel, o confronto já envolveu a maior parte dos países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas e foram atacados pelo Irã e também o Reino Unido, que autorizou os EUA a utilizarem suas bases para bombardear o país persa.
Nesse sentido, navios com destino a países como China, Índia, Japão e Coreia do Sul estariam livres para seguirem caminho pelo estreito, o que aliviaria a pressão sobre suas economias. Apesar desse aceno, o estrago causado pela guerra já é sentido no Oriente Médio. Seguradoras de navios quadruplicaram o preço de seus serviços e ataques iranianos já danificaram instalações de gás e de petróleo na região, o que causará gargalos na demanda pelos próximos meses ou anos.
Também existem rumores de que o Irã deseja cobrar um pedágio de US$ 2 milhões de navios petroleiros para atravessar o estreito de Ormuz. Um deputado iraniano disse a uma emissora local que essa medida já está em vigor e que marca um novo capítulo de soberania do Irã sobre o estreito. A informação da cobrança não foi confirmada por outras fontes ou empresas e associações marítimas.
Na ligação com Araghchi, o chanceler chinês disse todas as partes envolvidas no conflito no Oriente Médio devem aproveitar todas as janelas de oportunidade para a paz e iniciar negociações de paz o mais breve possível. Uma oportunidade que surgiu recentemente foi o envio de um plano de paz pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano) na 3ª feira (24.mar).
Segundo o New York Times, a proposta aborda os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos, além de questões relacionadas às rotas marítimas. Foi entregue ao Irã por meio de canais diplomáticos paquistaneses.





