Salmonella pode circular nas granjas sem sinais e afetar a saúde dos suínos
O controle da salmonelose passa por um conjunto de medidas na granja, como limpeza das instalações, controle de pragas e acompanhamento da saúde do lote.
O controle da salmonelose passa por um conjunto de medidas na granja, como limpeza das instalações, controle de pragas e acompanhamento da saúde do lote. A bactéria Salmonella spp. é bastante conhecida pelos suinocultores e é motivo de atenção permanente nas granjas. Um dos desafios é que os animais podem carregar o microrganismo sem apresentar sinais claros da doença, o que facilita sua circulação no ambiente. Estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizado com suínos no momento do abate encontrou a bactéria em 19% a 67% dos linfonodos avaliados e em 18,3% a 23,8% das amostras fecais, indicando que a salmonela pode estar presente em animais mesmo sem sintomas aparentes. “Entre os tipos mais associados aos suínos estão Salmonella Choleraesuis e Salmonella Typhimurium. A transmissão ocorre quando os animais ingerem água, ração ou entram em contato com ambientes contaminados por fezes. A bactéria pode se espalhar pela propriedade com a ajuda de roedores, insetos e aves, o que reafirma a importância de medidas de biosseguridade”, alerta Mariana Franco de Oliveira, coordenadora de produto da MCassab Nutrição e Saúde Animal. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Manejo biológico impulsiona a produtividade do sorgo Mariana informa que os sinais clínicos podem variar bastante. “Em leitões e animais jovens, é comum observar diarreia, que às vezes vem acompanhada de muco ou até sangue. Também podem aparecer desidratação, perda de apetite e queda no ganho de peso. Em quadros mais graves, os suínos apresentam febre alta, apatia e dificuldade respiratória. Sem o tratamento correto, a doença pode levar à mortalidade, com grandes prejuízos ao produtor”, destaca. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});O controle da salmonelose passa por um conjunto de medidas na granja, como limpeza das instalações, controle de pragas e acompanhamento da saúde do lote. Segundo Mariana Franco, a rapidez na identificação dos casos faz diferença. “Quando a bactéria entra no sistema, ela se espalha com facilidade. Por isso, o produtor precisa ficar atento aos sinais clínicos e agir rápido para evitar que o problema aumente e saia do controle”, recomenda a especialista da MCassab. Quando a doença é diagnosticada, o tratamento deve ser feito com orientação do médico-veterinário. Entre as soluções disponíveis está Tilosin ST, da MCassab Nutrição e Saúde Animal, antimicrobiano administrado via ração composto por tilosina, sulfadimidina e trimetoprim. Mariana Franco explica que a associação dos três compostos aumenta o espectro de ação frente a bactérias na produção animal. “A combinação entre tilosina, sulfadimidina e trimetoprim apresenta efeito sinérgico, o que contribui para o controle de infecções bacterianas no trato digestivo dos suínos, incluindo aquelas associadas à Salmonella. É um manejo eficaz de uma doença que está presente e causa muitos problemas“, conclui Mariana. VEJA TAMBÉM: Mercado pecuário se mantém firme em março Liquidez do suíno segue limitada por baixa demanda e incertezas sobre cenário externo Paraguai consolida a maior safra de sua história e caminha para um novo recorde total ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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Por: Redação





