A família de Angela Moraes Rodrigues, de 40 anos, busca respostas após a morte dela, na última segunda-feira (20), horas depois de ser liberada da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Forquilhinha, em São José, na Grande Florianópolis, após buscar atendimento devido a dores abdominais e os médicos de plantão afirmarem que não era um caso grave. Conforme o atestado de óbito, ela morreu devido a uma hemorragia interna. A Prefeitura de São José ainda não se manifestou sobre o caso.
Segundo os familiares, Angela acordou naquela manhã gritando de dor abdominal e relatando tontura. Ela foi levada ainda de manhã à UPA e, conforme a família, no atendimento recebeu soro e foi liberada por volta do meio-dia, com prescrição de dois medicamentos para dor — paracetamol e fosfato de codeína. A justificativa dos médicos, segundo a família, foi de que o caso não era grave.
No entanto, ainda de acordo com os familiares de Angela, desde o retorno para casa ela demonstrou que não estava bem.
— Ela chegou na UPA sem andar e saiu da UPA sem andar — afirma a filha, Maria Olivia, de 19 anos.
Ao longo da tarde, Angela permaneceu em casa e recusou buscar novo atendimento médico, segundo a família. Por volta da 15h30min, voltou a relatar fortes dores e, às 16h, desmaiou no sofá. Desesperados, os familiares a levaram até a Unidade Básica de Saúde (UBS) Ipiranga, a mais próxima da casa deles. De acordo com a família, ela já chegou ao local sem vida.
A equipe de saúde tentou reanimá-la, mas sem sucesso. Imagens do socorro na UBS mostram Angela deitada sobre o chão após a confirmação da morte.
— Ela ficou no chão do postinho, não botaram ela nem no tapete, ou um lençol para ela ficar em cima — lamenta a filha.
O corpo passou por exame de necropsia. De acordo com a Declaração de Óbito, enviada pela família, a morte foi causada por um choque hipovolêmico — ou seja, uma hemorragia grave —, decorrente da ruptura de um aneurisma de aorta abdominal, tendo como condição associada uma hipertensão arterial sistêmica.
O NSC Total procurou a prefeitura de São José, responsável pelo atendimento na UPA Forquilhinha e na UBS Ipiranga, porém não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.





