A saída de Fernando Haddad (PT) do Ministério da Fazenda, nesta 6ª feira (20.mar.2026), é o 1º passo concreto para a maior reforma ministerial do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia do Planalto é substituir ministros que vão disputar as eleições por seus secretários-executivos: perfis mais técnicos e com menor custo político.
Dario Durigan, que era secretário-executivo da Fazenda, foi empossado no mesmo dia em que Haddad anunciou a saída. O agora ex-ministro é pré-candidato ao governo de SP.
Ao todo, 21 ministros devem deixar o governo para disputar as eleições de outubro.
Do grupo que já tem conversas avançadas, quase todos que vão assumir são secretários-executivos:
As negociações, porém, ainda estão em aberto em várias frentes.
Há 16 ministros esperando uma reunião com Lula para definir o futuro de suas pastas. Até 4 de abril, ele precisa escolher todos os substitutos –6 meses antes do 1º turno.
Desses, 14 ministérios ainda não têm nomes encaminhados:
Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) têm reuniões marcadas com suas equipes ainda nesta semana para definir os próximos passos.
A estratégia de tirar ministros para cargos eletivos mira especialmente o Senado. Tanto a esquerda quando a direita priorizam a disputa pelas 54 cadeiras em jogo.
O Senado concentra atribuições exclusivas que explicam a centralidade da disputa. Cabe ao presidente da Casa, por exemplo, autorizar e conduzir processos de impeachment contra ministros do Supremo.





