• Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Ridicularizar evangélicos é inadmissível, diz Damares sobre desfile

Senadora critica ala da Acadêmicos de Niterói que exibiu “neoconservadores em conserva” na Sapucaí; diz que desfile sobre Lula usou verba pública para ofender a igreja evangélica.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou neste domingo (15.fev.2026) o desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí. A congressista afirmou que é “inadmissível” usar verba pública para “ridicularizar a igreja evangélica”.

A escola estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o desfile, uma das alas trouxe o tema “neoconservadores em conserva” e exibiu fantasias em formato de latas, reunindo no mesmo plano referências a evangélicos, um fazendeiro, uma mulher rica e defensores da ditadura.

Assista (27s):

Em vídeo divulgado em seu perfil no X, Damares disse ter ingressado com medidas judiciais para tentar impedir o que classificou como “crime eleitoral”, por considerar o desfile uma “campanha política antecipada com verba pública”. A senadora também afirmou que apresentará nova ação contra a escola por desrespeito à fé de evangélicos.

“Usar verba pública para ridicularizar a Igreja Evangélica é inadmissível”, declarou. A congressista criticou ainda o que chamou de “zombaria” contra o agronegócio e afirmou que ministros do governo tinham conhecimento prévio do roteiro do desfile.

Assista à fala de Damares (4min37s):

Damares disse que a igreja evangélica “merece respeito” e classificou o episódio como “perseguição religiosa”. Segundo ela, eventos religiosos reúnem milhares de jovens em diferentes cidades do país.

A Acadêmicos iniciou sua apresentação às 22h13 e desfilou por 79 minutos, dentro do tempo máximo permitido de 80 minutos. Lula assistiu à apresentação no sambódromo, acompanhado de aliados no camarote da Prefeitura do Rio.

O presidente é o 1º no cargo a ser tema central de um desfile de escola de samba no Carnaval. Ao todo, 7 presidentes da República já foram retratados por agremiações na festa.

A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com um samba-enredo sobre Lula: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

O mulungu é uma árvore nativa do Brasil, encontrada principalmente na Caatinga e na Mata Atlântica. Seu nome científico é Erythrina velutina. Pode atingir até 15 metros de altura. A planta produz flores vermelhas de agosto a janeiro, período em que fica sem folhas. A origem do nome vem do tupi “mussungú” ou “muzungú”, com possíveis raízes etimológicas africanas relacionadas ao significado de “pandeiro”.

Fundada em 2018, a escola participou de só 3 carnavais antes de vencer a Série Ouro (antigo Grupo de Acesso), em 2025, e ser alçada ao grupo de elite do carnaval do Rio. Competirá com agremiações tradicionais do Rio de Janeiro, como Mangueira, Portela e Salgueiro. 

A oposição criticou:

A escolha do enredo não foi a única controvérsia protagonizada pela agremiação fluminense. O Poder360 mostrou, em 5 de fevereiro, que o presidente da escola, Wallace Palhares, foi demitido do cargo de assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

Ouça o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói (6min30s):

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Por: Poder360

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