• Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Recusa de vistos dos EUA para brasileiros cai em 2025

Índice de negativas em pedidos de turismo e negócios recua para 14,8%, abaixo dos 15,4% do último ano do governo Biden.

A taxa de recusas de vistos B1/B2 (turismo e negócios) para brasileiros ficou em 14,8% no ano fiscal de 2025, o 1º da 2ª administração de Donald Trump (Partido Republicano). O valor é abaixo dos 15,4% de 2024, último ano de administração de Joe Biden (Partido Democrata). O dado está na tabela de “taxa ajustada de recusa” por nacionalidade publicada pelo governo dos EUA.

O Brasil aparece próximo de países como Bahamas (14,46%), Croácia (14,75%) e Bósnia-Herzegovina (14,89%), e acima de Portugal (8,19%) e Argentina (7,47%), por exemplo. Eis a íntegra da lista (PDF – 88 kB).

No recorte global, a Micronésia aparece como o único país com 100% de recusas em 2025.

Na outra ponta, o relatório registra 0% para Vaticano, Mônaco e Liechtenstein, mas faz uma ressalva: esse resultado pode significar tanto que todas as solicitações terminaram o período com visto emitido quanto que não houve pedidos julgados no ano fiscal para aquela nacionalidade.

Além da Micronésia, as maiores taxas se concentram em países com percentuais acima de 70%. Entre os mais altos, aparecem Laos (84,35%), Somália (83,52%), Palau (80,00%), Sudão do Sul (76,09%) e Gâmbia (75,29%), seguidos de perto por Guiné-Bissau (75,17%), Senegal (73,96%) e Libéria (73,01%).

Na América Latina, Cuba (70,86%) lidera com folga. Na sequência, vêm El Salvador (58,22%) e Nicarágua (53,15%) como os 3 países latino-americanos com índices mais altos.

Já entre os percentuais mais baixos (desconsiderando os casos com 0%), o relatório traz Emirados Árabes Unidos (2,17%), Chipre (2,55%), Uruguai (2,59%), Omã (3,14%) e Kiribati (4,50%).

Donald Trump, no 2º mandato, colocou políticas anti-imigração no centro da agenda doméstica, com ampliação de ações de fiscalização e deportação.

Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a administração Trump revogou 100 mil vistos de estrangeiros em 2025. Em publicação no X, a pasta comemorou os números: “Continuaremos deportando esses bandidos para manter a América segura”, escreveu.

O ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas), agência norte-americana responsável pelas deportações e prisões de imigrantes considerados ilegais, adquiriu protagonismo neste início do mandato do republicano. Tropas de agentes realizaram batidas anti-imigração em diversos Estados, provocando impasses com autoridades locais e protestos da população.

Em números divulgados em 20 de dezembro de 2025, o governo Trump deportou 200 mil imigrantes latino-americanos de janeiro a outubro de 2025, alta de 470% ante o mesmo intervalo do 1º ano de Biden, quando 34.293 latinos foram deportados.

Na 4ª feira (21.jan.2026), também entrou em vigor uma medida de suspensão de vistos de imigração para 75 países, incluindo o Brasil. A restrição atinge vistos de imigração (como categorias ligadas a trabalho permanente e parentesco), mas não se aplica a vistos temporários de turismo e negócios, justamente a classe B1/B2 analisada na tabela de recusas.

Por: Poder360

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