• Sexta-feira, 6 de março de 2026

Quero ser alternativa a “divisão artificial do país”, diz Aldo Rebelo

Pré-candidato ao Planalto pelo DC, ex-ministro afirma que o “que move a população é a busca de soluções”.

O ex-ministro e pré-candidatura à Presidência da República pelo DC (Democracia Cristã), Aldo Rebelo disse que quer “ser uma alternativa à divisão artificial do país, que é cada vez mais rejeitada”. Segundo ele, a vitória de “vários candidatos que não preenchiam o figurino da polarização” nas eleições municipais de 2024 é sinal de que a população busca opções.

“Se os problemas são comuns, por que a solução não pode ser também?”, declarou em entrevista à revista Veja publicada nesta 6ª feira (6.mar.2026). “O que move a população é a busca de soluções para os desafios da sobrevivência”, afirmou.

As pesquisas de intenção de voto colocam os nomes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança na disputa ao Planalto.

Rebelo declarou que, nas eleições de outubro, “a alternativa ainda não apareceu”. Ele mencionou a disputa interna do PSD para escolher quem será seu candidato. A legenda tem 3 pré-candidatos: os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Ratinho Junior, do Paraná; e Ronaldo Caiado, de Goiás.

“O problema é que, se você tem 3, não tem nenhum. Eu estou há muito tempo fora da vida pública. Pouca gente sabe que sou candidato. Minha esperança é que os debates e as entrevistas possam oferecer uma plataforma que me torne um pouco mais conhecido”, disse Aldo Rebelo.

Segundo ele, no Brasil, “as ideias sempre tiveram mais força do que as siglas”, uma vez que “o valor das legendas foi muito depreciado pelos malfeitos da política”.

Rebelo afirmou que “a esquerda está perdendo contato com o sentimento popular e se tornando uma classe média laica, acadêmica”. Ele declarou que as pessoas votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “porque imaginam nele o portador de valores que a população defende”.

Ele declarou: “O nacionalismo é uma coisa natural da nossa população. O Bolsonaro espelhou isso. Da mesma forma os valores da família”.

Disse: “Uma parte da esquerda acha que a família é uma instituição conservadora. É um erro grave. Para os pobres, a família é o Estado de bem-­estar social. (…) A família é uma proteção social. A esquerda perdeu, ou parte dela perdeu, essa perspectiva”.

O pré-candidato declarou que, na sua visão, “não houve tentativa de golpe” nas eleições de 2022. “O que aconteceu não preencheu nenhum requisito de um manual de golpe. Golpe precisa de apoio institucional. No caso de 1964, os partidos políticos, acho que com exceção do PTB, apoiaram o golpe, os governadores relevantes apoiaram, o que existia de excelência no jornalismo brasileiro apoiou”, disse.

Segundo ele, o STF (Supremo Tribunal Federal) “precisava de um pretexto para tirar o presidente Lula da eleição de 2018 e depois precisava de outro para tirar o [ex] presidente Bolsonaro da eleição de 2026”.

Questionado se é a favor de anistia para os condenados por tentativa de golpe de Estado, Rebelo respondeu: “A anistia é uma tradição brasileira, mas parece que o tema hoje também está ideologizado, não é para todos. Isso não pacifica o Brasil. Você não faz anistia para inocentar alguém, mas para superar um passivo e tratar do que é mais relevante para o país”.

Por: Poder360

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